Bracarenses na Praça do Município, em vermelho e branco
Braga vestiu-se a rigor na Praça do Município, onde milhares de bracarenses se juntaram para acompanhar, num ecrã gigante instalado pela autarquia, o duelo com o Friburgo - o jogo europeu mais relevante para o clube nos últimos 15 anos. Entre camisolas, bandeiras e a atmosfera pintada de vermelho e branco, o tom acabou por ser marcado pelo vermelho que ninguém quer ver no futebol.
Ainda nem seis minutos tinham sido jogados quando a expulsão de Dorgeles abanou, pela primeira vez, a confiança de quem encheu a praça.
Expulsão de Dorgeles e o impacto no jogo com o Friburgo
A partir daí, o que se viveu foi uma autêntica montanha-russa entre esperança e frustração, com a crença na passagem à final a resistir até ao apito final. "Acreditei sempre, como em Sevilha também acreditei e conseguimos uma reviravolta espetacular. Infelizmente, agora não foi possível", contou ao JN José Pedro, um dos adeptos reunidos em frente à câmara municipal.
Na leitura de muitos, a expulsão de Dorgeles "condicionou muito" a equipa. O golo do Friburgo, que repôs a igualdade na eliminatória, caiu como o primeiro balde de água fria em Braga, agravado pelo 2-0 antes do intervalo. Mesmo assim, não faltaram cânticos, bandeiras e tochas, numa tentativa clara de empurrar a equipa - o objetivo era passar energia para a Alemanha.
Entre a fé e a frustração: a esperança até ao último apito
"Sabemos que eles não nos ouvem, mas estamos aqui como se estivéssemos no estádio", reforçou Pedro Silva, que alimentava o sonho de ver o Braga regressar a uma final da Liga Europa, tal como em 2011, edição em que perdeu para o F. C. Porto. Também Cândido Mendes recusava atirar a toalha ao chão: "No futebol não há impossíveis", dizia, enquanto assistia ao jogo com a filha, Joana. Nessa fase, o encontro complicava-se e o terceiro golo do Friburgo pareceu encerrar de vez qualquer dúvida.
O golo de Pau Víctor e a lembrança de Sevilha
Mas foi pura ilusão pensar em desistência. O golo de Pau Víctor fez explodir a Praça do Município, reacendeu o rastilho da esperança e voltou a trazer à memória Sevilha - apesar de o Braga estar com menos um, sem Horta e, desde os 65 minutos, sem Zalazar. A equipa bracarense terminou por cima do adversário e ainda esteve muito perto do 3-2 que levaria o jogo ao prolongamento. Não aconteceu: os alemães seguraram a vantagem e o sonho do Braga terminou. Ainda assim, a cidade cumpriu a sua parte.
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