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Jovem de 19 anos agride guarda prisional no Estabelecimento Prisional de Leiria após ataque na PSP de Marrazes

Dois agentes prisionais detêm um jovem num corredor enquanto outro agente ativa um alarme de emergência.

Agressão no Estabelecimento Prisional de Leiria envolvendo jovem de 19 anos

O jovem de 19 anos que, a 17 de abril, esfaqueou no pescoço um agente da PSP na Esquadra de Marrazes agrediu, esta sexta-feira, um guarda prisional no Estabelecimento Prisional de Leiria, onde se encontra em prisão preventiva na sequência desse primeiro caso. A confirmação foi dada ao JN por Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional.

De acordo com uma fonte oficial da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), a ocorrência deu-se, "sem que nada o fizesse prever", durante a "distribuição do pequeno-almoço" no estabelecimento prisional de Leiria destinado a jovens reclusos.

Segundo a mesma informação, o guarda foi agredido a soco e pontapé.

A DGRSP acrescentou ainda, em resposta a questões colocadas este sábado pelo JN, que "um outro elemento de vigilância se magoou também no momento da imobilização do recluso. Por precaução, deslocaram-se ao Hospital de Leiria para observação, tendo tido alta logo após observação".

Medidas após o incidente e comunicação às autoridades

Após os acontecimentos, como é procedimento nestas situações, o recluso foi encaminhado para uma cela de separação, enquanto decorre o respetivo processo disciplinar e se aguarda uma eventual afetação a um regime de segurança.

Os factos foram igualmente participados ao Ministério Público, para eventual procedimento criminal.

Confronto anterior com a Polícia

O mesmo jovem esteve envolvido, a 17 de abril, numa agressão com faca no interior da esquadra da PSP de Marrazes, em Leiria. De acordo com o que então foi avançado por fontes policiais, atacou o primeiro agente que encontrou no local, sem qualquer discussão prévia, atingindo-o no pescoço e num braço.

Na ocasião, o comandante da Divisão Policial de Leiria, André Antunes, afirmou ao JN que a agressão "poderia ter sido fatal" para o polícia. O agente perdeu sangue, levou pontos e ficou em observação, embora sem risco de vida.

Quanto ao suspeito, a PSP referiu existir algum historial de conflito com a Polícia dos Marrazes, sem adiantar pormenores, remetendo essa análise para a investigação da Polícia Judiciária. Sobre a motivação, foi admitida a hipótese de estar ligada a "uma questão de ódio" ou a uma eventual perturbação.

O subintendente André Antunes rejeitou, então, qualquer interpretação de fenómeno mais vasto, sublinhando tratar-se de um caso isolado. "Foi uma pessoa isolada que praticou um ato isolado", afirmou.


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