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Paulo Rangel diz que EUA mantêm "compromisso firme" com a NATO apesar da "desilusão" de Marco Rubio na Suécia

Dois homens de fato apertam as mãos em cerimónia com bandeiras da NATO, EUA, Portugal e UE ao fundo.

Paulo Rangel e o "compromisso firme" dos EUA com a NATO

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, sustentou esta sexta-feira que os Estados Unidos continuam ligados à NATO com um "compromisso firme", mesmo depois de o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter voltado a falar em "desilusão" antes da cimeira realizada na Suécia.

Questionado sobre se os recentes sinais vindos de Washington poderiam ser interpretados como instabilidade no envolvimento dos Estados Unidos na Aliança Atlântica, o chefe da diplomacia portuguesa disse não partilhar essa leitura.

Retirada e envio de tropas: "questões operacionais" e foco nas capacidades

Rangel enquadrou os acontecimentos dos últimos dias - primeiro o anúncio de retirada de tropas norte-americanas da Europa e, depois, a decisão de enviar forças para a Polónia - como "questões operacionais".

O tema ganhou novo fôlego após meses de críticas à NATO e de declarações sobre uma diminuição de efetivos norte-americanos nos países europeus da Aliança. Na quinta-feira à noite, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na plataforma Truth Social que serão destacados 5.000 militares para a Polónia.

Perante este contexto, Rangel insistiu: "O compromisso dos Estados Unidos com a Aliança Atlântica é um compromisso firme", afirmou, em declarações à Lusa.

O ministro considerou ainda que a avaliação não deve ficar presa a contagens de efetivos, defendendo que o essencial está no tipo de meios colocados à disposição: "Muito mais importante que o número de pessoas é o tipo de capacidades que são disponibilizadas. (...) Pode haver muitas vezes a substituição de pessoas por um novo tipo de capacidades", disse.

Marco Rubio, Irão e agenda da reunião ministerial na Suécia

Sobre a "desilusão" expressa pelos Estados Unidos relativamente aos aliados europeus no dossiê do Irão - uma posição reiterada por Marco Rubio antes do encontro dos chefes da diplomacia da NATO - Paulo Rangel afirmou que não faria "nenhum comentário sobre declarações".

No mesmo dia, Rubio voltou a referir a desilusão do Presidente Donald Trump quanto à posição europeia na guerra no Irão, ao mesmo tempo que indicou terem existido progressos recentes nas negociações com os iranianos.

À entrada para a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO, na Suécia, e depois de várias referências da administração norte-americana à redução de efetivos em países europeus da Aliança, Rubio assegurou: "Isto não é uma punição".

O secretário de Estado acrescentou que a desilusão de Washington face à posição dos aliados europeus relativamente ao ataque norte-americano ao Irão - conduzido em conjunto com Israel desde 28 de fevereiro - seria tema a tratar, embora não na reunião de hoje.

Em resposta a perguntas da Lusa e da CNN Portugal sobre o risco de a participação dos Estados Unidos poder ficar em causa, perante avanços e recuos dos últimos dias, Paulo Rangel garantiu que a Aliança Atlântica se mantém coesa e sublinhou tratar-se de uma "relação de igual para igual".

A Ucrânia ocupa o centro da agenda desta reunião ministerial da NATO, a primeira organizada pela Suécia desde que o país se tornou o mais recente membro da Aliança Atlântica, em 2024.

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