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Rui Rodrigues (lista D) apresenta programa eleitoral do Vitória e aborda o passivo

Homem de fato preto fala num púlpito num estádio de futebol vazio durante o dia.

Programa eleitoral e tema do passivo no Vitória

Rui Rodrigues, candidato da lista D à presidência do Vitória, deu a conhecer as linhas do seu programa eleitoral e voltou a pronunciar-se sobre o passivo - uma matéria que tem gerado inquietação entre candidatos e associados. Apesar de não se ter estendido muito, o atual vice-presidente procurou corrigir perceções que considera erradas sobre a dimensão do passivo.

"Ainda me encontro em funções e, independentemente de ser candidato ou não, a minha responsabilidade para com o Vitória irá manter-se até ao dia 13 de junho. Irei exercer funções com máxima responsabilidade. Os números que se falam não se ajustam à realidade. Já temos previsões do fecho do resultado e sem contar com nenhuma venda e o valor do passivo não é de todo o que se fala. Esqueçam os três dígitos, os 90 milhões ou 80 milhões", disse Rui Rodrigues.

Reestruturação do passivo de curto prazo da SAD

Ainda no capítulo do passivo, Rui Rodrigues reforçou a intenção de avançar com uma intervenção imediata, caso seja eleito a 13 de junho, centrada sobretudo na dívida de curto prazo da SAD.

"Um dos desafios estruturais imediatos é a reestruturação do passivo de curto prazo da SAD. A pressão da dívida corrente sobre a tesouraria limita o investimento, condiciona decisões desportivas e fragiliza a posição negocial do Vitória perante parceiros e credores", justificou.

VSports e a futura Academia no programa da lista D

A relação com a VSports e o desenvolvimento da futura Academia surgem igualmente entre os pontos do programa eleitoral do candidato da lista D à presidência do Vitória. Rui Rodrigues enquadrou a VSports como um parceiro relevante, mas defendeu um nível de envolvimento superior.

"O Vitória tem na V Sports um parceiro estratégico de referência. Mas queremos ir mais longe. Acreditamos que esta relação tem potencial para ser mais profunda, mais ativa e mais determinante no projeto que estamos a construir. Queremos uma V Sports mais participativa. Uma parceria que se traduza em envolvimento real nas decisões estratégicas, em sinergias concretas, e num compromisso partilhado com os objetivos desportivos do clube", adiantou.

Quanto à Academia, Rui Rodrigues considerou que o projeto está mais perto de avançar e apontou o papel do município no processo, através de uma verba dedicada no próximo orçamento para a expropriação dos terrenos necessários, que depois serão cedidos ao Vitória.

"Há mais de uma década que o Vitória sonha com uma Academia de Futuro digna da sua dimensão e ambição. Esse sonho está mais próximo de se tornar realidade. O município irá prever, no próximo orçamento, uma dotação específica para a expropriação dos terrenos necessários, que serão cedidos ao Vitória para a concretização deste projeto. É um passo histórico, que reconhece a importância do clube para a cidade e para a região, e que abre finalmente a porta a uma infraestrutura que transformará a formação vitoriana", lembrou.

"E queremos que a V Sports faça parte desta história. Acreditamos que este é o momento certo para aprofundar a parceria e convidar a V Sports a participar ativamente na realização da Academia".

Ideias para o futebol profissional do Vitória

No que diz respeito ao futebol profissional, Rui Rodrigues apresentou uma orientação assente em antecipação e coerência de identidade, com um modelo de jogo reconhecível em todos os escalões e uma ligação mais direta entre formação e equipa principal.

"Queremos um Vitória que não reaja às circunstâncias, mas que as antecipe. A inteligência no futebol exige também uma ideia clara de jogo, reconhecível em todos os escalões. Queremos um modelo que aproxime a formação da equipa principal, para que os jogadores formados no clube cheguem ao profissionalismo mais preparados e mais identificados com os princípios do Vitória", enumerou.

Também sublinhou a necessidade de uma estrutura técnica coesa, em que diferentes áreas trabalhem de forma coordenada e com metas comuns, conciliando ambição desportiva e rigor financeiro.

"Uma estrutura técnica estável e alinhada é condição essencial. Equipa técnica, direção desportiva, scouting, formação, performance e gestão financeira devem operar de forma integrada, com objetivos comuns e uma visão partilhada sobre o que queremos ser dentro de campo. Garantimos que a ambição desportiva e a responsabilidade financeira caminham juntas, sem que uma comprometa a outra", acrescentou

E completou com o objetivo competitivo definido, apontando para uma presença mais regular nas competições europeias e para um crescimento sustentado no rendimento.

"O objetivo é claro: competir pela excelência e afirmar presença regular nas competições europeias. Não como exceção, mas como ambição recorrente, sustentada por organização, qualidade e rendimento consistente. Queremos um Vitória que compita melhor, decida melhor, forme melhor, e que ganhe mais vezes. Um futebol profissional à altura da grandeza do clube e da exigência dos seus adeptos".

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