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Governo do Amapá transporta avião Bandeirante pela Avenida FAB até ao Parque Residência

Avião de pequeno porte transportado num camião amarelo numa rua urbana com pessoas a observar e fotografar.

Operação logística na Avenida FAB em Macapá

Pela primeira vez na história do Amapá, o Governo do Estado levou um avião Bandeirante pela emblemática Avenida FAB - que foi a 1.ª pista de aterragem da capital, Macapá. A deslocação inédita realizou-se esta quinta-feira, 21 de maio, e assinala mais um passo no projecto de requalificação da antiga Casa Oficial dos Governadores, actualmente em transformação no Parque Residência.

A aeronave bimotora Embraer EMB-110 Bandeirante chegou ao espaço onde passará a estar exposta de forma permanente, depois de uma operação logística exigente. A coordenação esteve a cargo da Secretaria de Estado de Transportes (Setrap), com o apoio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AP) e das secretarias de Estado da Infraestrutura (Seinf) e do Turismo (Setur).

“Organizámos tudo para fazer este transporte num horário em que não existissem voos. A concessionária NOA, que gere o aeroporto, autorizou a retirada às 5h, e tínhamos até às 10h para passar com o avião em frente ao aeroporto. A logística foi preparada antecipadamente. Ontem, às 14h, começámos a colocar cones nos lugares de estacionamento para conseguirmos passar em segurança. Sabemos que a Avenida FAB já foi uma pista de aterragem e que o espaço comporta a aeronave. Por isso, embora não fosse a única opção, escolhemos passar por ali”, salientou o responsável da Setrap, Marcos Jucá.

EMB-110 Bandeirante: história e serviço público no Amapá

O avião - comprado ainda no período do Território Federal do Amapá pelo então governador Aníbal Barcelos e, mais tarde, doado pelo Banco do Nordeste - representa um capítulo relevante da história política e administrativa amapaense. A aeronave chegou ao estado em 1979 e manteve-se em funcionamento até 1998.

Ao longo dos anos de serviço, o Bandeirante foi utilizado no transporte de autoridades e de figuras marcantes da história local, incluindo os ex-governadores Aníbal Barcelos, Jorge Nova da Costa, José Lisboa Freire e Gilton Garcia, bem como o ex-ministro do Interior, Mário Andreazza.

A trajectória da aviação oficial do estado conheceu outro momento durante o governo de Jorge Nova da Costa, que promoveu a compra de um segundo avião Bandeirante, mais moderno, posteriormente usado pelo Governo do Estado em administrações seguintes.

“O governador Clécio Luís teve a ideia de criar o museu, de transformar a antiga Casa Oficial dos Governadores e de levar este avião para lá. É uma ideia muito sensata, porque precisamos de valorizar a nossa história. Ele foi o primeiro governador que reconstruiu, deu um novo rumo e deu início a tudo isto aqui”, afirmou, emocionado, o piloto Carlos Lima.

Parque Residência e o avião Bandeirante como património e atracção turística

A transferência da aeronave para uma exposição permanente integra uma estratégia de resgate histórico, de preservação do património público e de valorização da memória institucional do Amapá. A iniciativa também impulsiona o turismo, a economia criativa e o empreendedorismo, ao integrar o projecto que converte a antiga residência oficial num novo espaço público de convívio, cultura e lazer, enriquecendo o acervo do Parque Residência.

“Penso que todo o esforço de levar o avião Bandeirante para o Parque Residência é um momento histórico para a memória da população amapaense. Este aparelho representou, durante muito tempo, a prestação de serviços de grande relevância para o Governo do Amapá, não só no transporte de governadores, mas também em missões emergenciais de apoio às comunidades mais distantes da capital, salvando vidas. Toda a sociedade ganha com a exposição, o reaproveitamento e a requalificação desta aeronave”, destacou o professor e historiador Luiz Gustavo.

Com a chegada do avião histórico, o Parque Residência afirma-se como o mais recente ponto turístico da capital, reunindo memória, arquitectura, património e inovação num espaço dedicado à preservação da identidade amapaense.

Informações do Governo do Amapá

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