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SNS com défice de 1035 milhões de euros em 2025, diz o CFP

Estetoscópio, calculadora, documentos de despesas médicas e moedas sobre mesa em corredor hospitalar.

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) terminou 2025 com um défice de 1035 milhões de euros, um resultado que, ainda assim, traduz uma melhoria de 534 milhões de euros face ao ano anterior, de acordo com dados divulgados pelo Conselho das Finanças Públicas (CFP).

Défice do SNS em 2025 acima do previsto no Orçamento do Estado

Segundo o relatório do CFP sobre o desempenho do SNS no último ano, o saldo negativo de 1035 milhões de euros ficou num "valor significativamente acima do previsto" no Orçamento do Estado para 2025, que apontava para 217 milhões de euros.

Apesar de se manter elevado, este défice representou uma "melhoria de 534 milhões de euros face a 2024", indicou a entidade independente responsável por acompanhar o cumprimento das regras orçamentais e a sustentabilidade das finanças públicas em Portugal.

O documento, apresentado em Lisboa, sublinha ainda que "A situação financeira do SNS continuou a depender de reforços extraordinários de capital atribuídos pelo Estado, os quais não se encontram refletidos no saldo do SNS. Entre 2016 e 2025, os reforços extraordinários de capital acumulados ascenderam a cerca de 7,9 mil milhões de euros".

Receitas do SNS em 2025 e principais fontes de financiamento

No mesmo relatório, o CFP refere que a receita total do SNS chegou aos 15.926 milhões de euros em 2025. Este montante corresponde a um aumento de 10,8% (mais 1548 milhões de euros) quando comparado com 2024.

Os impostos transferidos através do Orçamento do Estado mantiveram-se como a principal via de financiamento, representando 93,9% do total das receitas.

Despesa, dívida a fornecedores externos e prazo médio de pagamento

A despesa do SNS atingiu 16.962 milhões de euros em 2025, o que significa mais 4,4% (1014 milhões de euros) do que em 2024. Este crescimento foi explicado sobretudo pelo acréscimo de 502 milhões de euros em despesas com pessoal, mas também pelo aumento de 333 milhões de euros em fornecimentos e serviços externos e de 158 milhões de euros em compras de inventário.

O CFP alertou igualmente que a dívida a fornecedores externos do SNS aumentou 148 milhões de euros face ao ano anterior, fixando-se em 1,5 mil milhões de euros. A entidade presidida por Nazaré da Costa Cabral destacou que esta subida resulta tanto do aumento da dívida vencida em 107 milhões de euros como do crescimento da dívida vincenda em 41 milhões.

Em 2025, o prazo médio de pagamento das entidades integradas no SNS foi de 95 dias, mais 18 dias em comparação com o ano anterior. Apenas 11 das 47 entidades do SNS cumpriram a meta de manter o prazo médio de pagamento abaixo de 60 dias.

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