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Eslováquia, Hungria e Ucrânia entre os mais afetados pela onda de calor

Jovem refresca idoso com leque na rua durante incêndio, com autocarro e prédios ao fundo.

Onda de calor na Europa desloca-se para o centro e leste

Após vários dias seguidos com temperaturas elevadas acima dos 35 graus em países como França, Reino Unido, Alemanha ou Bélgica, o calor avançou ontem para o centro e leste da Europa. A vaga foi particularmente dura na Ucrânia, Polónia, Hungria, Chéquia e Eslováquia. A região dos Balcãs também sentiu o impacto, com Croácia, Bósnia-Herzegovina e Kosovo entre os territórios mais atingidos.

Desde a semana passada, e ainda de acordo com estimativas da AFP, pelo menos 130 milhões de pessoas na Europa enfrentaram temperaturas dos 35 graus.

Recordes de temperatura na Eslováquia, Hungria e Áustria

Na Eslováquia, os termómetros registaram máximos históricos ao chegarem aos 41 graus, ultrapassando o recorde anterior de 40,3 graus - o valor mais elevado alguma vez medido no país. Na Hungria, a escalada foi ainda maior, com uma marca recorde de 41,6 graus, enquanto na Áustria as temperaturas subiram até aos 39.

Polónia e França: ocorrências associadas ao calor

Em algumas zonas da Polónia, a sensação térmica passou os 40 graus. As autoridades polacas comunicaram a morte de 17 pessoas por afogamento. Pelo mesmo motivo, a França informou a existência de "pelo menos" 74 casos desde 18 de junho.

Balcãs e Ucrânia: incêndios e limitações na rede elétrica

Nos Balcãs, o calor intenso desencadeou incêndios florestais severos, segundo a agência AFP. Já na Ucrânia, a rede elétrica esteve bastante condicionada.

​Mais de 1000 mortos

Num balanço global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que, desde 21 de junho até ontem, a onda de calor na Europa causou mais de 1300 mortos. Por sua vez, a World Weather Attribution afirmou que a intensidade das temperaturas "teria sido praticamente impossível de ocorrer em junho sem a influência das alterações climáticas".

O portal económico chinês Yicai acrescentou que as exportações de ventiladores da China para a Europa aumentaram entre 20% e 97% apenas nos primeiros cinco meses do ano, ainda antes da crise de calor.

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