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Rita Matias critica discurso de Luís Montenegro no congresso do PSD

Homem de terno a falar num pódio para uma audiência concentrada numa conferência formal.

Chega: discurso de Luís Montenegro no congresso do PSD sob fogo

Rita Matias, deputada do Chega, avaliou este domingo o discurso de Luís Montenegro no encerramento do congresso do PSD como "pouco animado" e "desligado do Portugal real". Na sua leitura, "Faltou não só convicção, como também as propostas estruturais. Todos os anúncios a que assistimos não tocam no coração do que os portugueses realmente necessitam".

Pacote laboral, idade da reforma e o "país real"

A mesma responsável sustentou que esse "país real" ficou "agradecido" com o chumbo do pacote laboral. O Chega justificou a posição com o desacordo relativamente à idade da reforma, defendendo que é possível reduzi-la sem comprometer a sustentabilidade do país.

Segundo Rita Matias, o partido procurou demonstrar a viabilidade dessa descida ao longo dos últimos meses: "Ao longo dos últimos meses tivemos oportunidade de mostrar a sustentabilidade da medida, com pequenos cortes, por exemplo, na reforma do Estado". Ainda assim, criticou a falta de avanço do primeiro-ministro: "Ainda assim, Luís Montenegro não teve coragem de dar este passo, mais do que não seja, de suspender a atualização que vamos ter já no próximo ano".

A deputada insistiu ainda que o "país real" está exausto de "trabalhar sem compensação justa" e de, no final da vida ativa, "não ter uma reforma em tempo adequado".

Falta "orientação" estratégica

Do lado do PS, a apreciação foi de que Montenegro não apresentou uma "orientação estratégica" capaz de fazer o país avançar. Marcos Perestrello defendeu que o elemento mais marcante do congresso foi o dia anterior: "O que marca este congresso foi o dia de ontem, em que o partido que sustenta o Governo se dedicou, sobretudo, a fazer oposição à Oposição, sem ser capaz de assumir que o Governo não está a funcionar e está a falhar nos aspetos essenciais à governação do país, incapaz de melhorar a vida dos portugueses".

O socialista disse olhar para as medidas anunciadas com "cautela", em particular no capítulo da saúde, e apontou consequências negativas do reforço do privado no SNS: "O que temos assistido nos últimos anos é que o reforço da participação do setor privado no SNS tem-se traduzido num enfraquecimento do SNS e piores cuidados de saúde".

Outras reações: debate da PSU e recados do CDS

Também outras forças políticas apontaram falhas às medidas apresentadas, acusaram Montenegro de não ter interpretado o alcance do chumbo do pacote laboral e pediram que se avance para a discussão da PSU. Já o CDS defendeu que Chega e PS não são parceiros fiáveis.

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