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Luís Montenegro no 43.º Congresso do PSD: alerta para Chega e pensões

Homem em apresentação política com bandeira de Portugal e gráfico de crescimento ao fundo.

O presidente do PSD deixou, este domingo, um apelo aos portugueses para que "não se deixem enganar" pelo Chega - sem mencionar o partido - e advertiu que "baixar a idade das reformas hoje significa cortar pensões amanhã".

Compromisso de Luís Montenegro sobre pensões e idade da reforma

No discurso de encerramento do 43.º Congresso do PSD, realizado no Velódromo de Sangalhos, em Anadia, distrito de Aveiro, Luís Montenegro voltou a sublinhar o compromisso assumido na sua primeira campanha para as legislativas: demitir-se-ia se algum dia tivesse de reduzir as pensões.

"Este é mesmo um princípio e um valor inegociáveis: cuidar do bem-estar de quem cá está, mas cuidar também dos vindouros é um princípio que, do nosso ponto de vista, é inegociável", afirmou, numa alusão ao processo de negociação da lei laboral, que acabou chumbada com os votos da esquerda e do Chega.

Transformação em oposição a agarrados ao passado

O presidente do PSD contrapôs a ambição reformista do seu Governo - que disse seguir um rumo de modernização, mesmo enfrentando incompreensões - a uma oposição que, na sua leitura, se mantém presa ao passado ou às conveniências do instante.

Foi este contraste político que Luís Montenegro traçou no encerramento do congresso, ocasião em que, perante a chefe da Casa Civil do presidente da República, Cláudia Ribeiro, reforçou também a intenção de manter uma "colaboração estratégica e construtiva" com o chefe de Estado, António José Seguro.

No plano partidário, o primeiro-ministro procurou distanciar-se tanto do PS como do Chega.

"Escolhemos construir soluções e governar, porque governar significa olhar para além do momento mais mediático. Governar significa pensar nas consequências das decisões, a curto, a médio e a longo prazo", começou por dizer.

Segundo Luís Montenegro, "o PSD nunca escolheu o imobilismo, nunca escolheu o cálculo cínico de esperar pelo melhor momento para agir. Escolheu sempre a responsabilidade da transformação - e essa continua a ser a nossa missão", defendeu.

A seguir, explicitou melhor a fronteira política que pretendia marcar: "Ao longo dos últimos meses, fomos confrontados com uma realidade política que todos conhecem: Sempre que surge uma reforma para responder aos desafios do futuro, logo aparecem forças políticas disponíveis para a travar. Por vezes até obstinadas em fazer com que tudo fique na mesma", declarou.

Para o líder do executivo, algumas dessas forças políticas "continuam presas a modelos que pertencem ao passado e não têm futuro".

"Outras parecem preferir quase sempre a conveniência do momento à responsabilidade do longo prazo. Nós, no Governo, na AD, fizemos uma escolha diferente", sustentou.

Meritocracia, potencial do país e qualidade de vida

Em contraponto às oposições, o primeiro-ministro tentou apresentar o PSD como o partido que defende a meritocracia.

"Durante demasiado tempo habituámo-nos a discutir as limitações do país, habituámo-nos a falar das dificuldades, dos constrangimentos e das oportunidades perdidas. Habituámo-nos a olhar quase exclusivamente para aquilo que nos faltava em vez de encararmos o muito de bom que Portugal tem para criar e para oferecer", considerou.

Na visão do primeiro-ministro, hoje, "mais do que nunca, Portugal está perante uma realidade diferente" com "uma economia robusta".

"Temos empresas mais internacionalizadas, universidades que formam talento reconhecido em todo o mundo, gerações altamente qualificadas, sobretudo as dos jovens que agora se estão a lançar no mercado de trabalho. Temos capacidade científica, tecnológica e empresarial para competir com os melhores", advogou.

Para Luís Montenegro, "o grande desafio consiste em transformar esse potencial em prosperidade e qualidade de vida para todos".

"Consiste em criar condições para que os portugueses possam concretizar, em Portugal, os seus projetos de vida. Consiste em fazer de Portugal um país onde o trabalho é valorizado, onde o mérito é recompensado e onde cada geração pode viver melhor do que a geração anterior", acrescentou.

Antes do início da intervenção do primeiro-ministro no congresso do PSD, foi exibido um vídeo com algumas das medidas adotadas pelos governos da AD nos últimos dois anos.

Nas saudações dirigidas aos convidados, além do destaque dado à chefe da Casa Civil do presidente da República, Luís Montenegro aproveitou para sublinhar que o CDS é "o parceiro preferencial" do PSD e para transmitir aos representantes dos parceiros sociais que o seu Governo aposta no diálogo e na concertação.

Perante os representantes do corpo diplomático em Portugal, recordou a recente eleição de Portugal como membro não permanente do Conselho de Segurança. Disse então que o país se baterá pela paz, pela sustentabilidade ambiental, pelo diálogo e pela diplomacia.

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