As últimas sondagens divulgadas antes da segunda volta das eleições presidenciais na Colômbia apontam para uma vantagem da extrema-direita. O advogado Abelardo de la Espriella surge à frente do senador de esquerda Iván Cepeda, que é aliado do actual chefe de Estado, Gustavo Petro. Caso o resultado nas urnas confirme a tendência destes levantamentos, a Colômbia poderá avançar para um modelo semelhante ao de Javier Milei, na Argentina, e ao de Nayib Bukele, em El Salvador.
Sondagens de início de junho e resultados da primeira volta
Os estudos realizados no início de junho colocam De la Espriella com cerca de 54% das intenções de voto, enquanto Cepeda reúne 46%. Já na primeira volta, a 31 de maio, o empresário somou 43,8% dos votos, contra 40,9% do político de esquerda.
Abelardo de la Espriella: perfil “fora do sistema” e agenda de segurança
De la Espriella, que mantém laços pessoais com o ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), tem procurado capitalizar uma imagem de candidato exterior ao sistema para conquistar eleitorado. Entre as promessas, destaca o combate aos guerrilheiros com ligações ao narcotráfico que recusaram assinar o acordo de paz de 2016 - processo que levou à entrega de armas pelas FARC. No plano económico, defende igualmente uma redução da despesa pública.
Iván Cepeda: continuidade da esquerda e ênfase no diálogo
Do lado de Cepeda, a estratégia passa por tentar manter a esquerda no poder após a estreia com Petro, em 2022, na sequência de décadas de governos à direita. O senador privilegia o diálogo como via para reduzir a violência, num contexto em que o actual Governo anunciou, na quinta-feira, que cerca de uma centena de guerrilheiros aceitaram depor as armas. Na economia, Cepeda sustenta um "papel estratégico" do Estado.
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