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Torreense desafia leões na sétima final entre equipas de escalões diferentes. Rui Borges procura terceiro troféu.

Dois futebolistas com braçadeiras de capitão caminham em túnel de estádio com troféu ao fundo.

O Torreense entra em campo para desafiar os leões na sétima final entre equipas de escalões diferentes, com Rui Borges a apontar ao terceiro troféu.

Taça de Portugal no Jamor: um histórico sem surpresas em finais entre escalões

O capítulo final da “prova rainha” disputa-se este ano no Jamor num duelo, à partida, desequilibrado: o Sporting apresenta-se como detentor do troféu e defende-o frente ao Torreense, depois de o ter conquistado na época passada num dérbi com o Benfica que gerou muita polémica. Apesar de a Taça ser conhecida por abrir espaço ao imprevisto, o historial da competição mostra outra tendência quando a final opõe equipas de escalões diferentes, como acontece agora.

Nas seis finais anteriores com este enquadramento, o desfecho foi sempre favorável ao clube da divisão principal. E os leões conhecem bem esse cenário: há 25 anos, bateram o Leixões, que então competia na extinta 2.ª B.

Sporting e Rui Borges: favoritismo e a ambição do terceiro troféu

Nessa final, com Jardel e companhia em grande plano, o emblema verde e branco fechou uma dobradinha - algo que, desta vez, já está fora de equação. Nos últimos dias, Rui Borges foi claro ao admitir que vencer a final de hoje não “salva” a temporada, mas, pelo menos, dá brilho a um ano em que o Sporting discutiu o campeonato até muito perto do fim e rubricou uma excelente Liga dos Campeões, depois de ter deixado escapar a Supertaça e a Taça da Liga.

O treinador natural de Mirandela procurará confirmar em campo o favoritismo que é difícil não atribuir à equipa de Alvalade e, ao mesmo tempo, reforçar um palmarés individual que já inclui dois títulos no comando leonino: uma Liga e uma Taça de Portugal, ambas levantadas na época passada.

Torreense entre dois objetivos: a final e o play-off com o Casa Pia

Este encontro pode ainda servir de palco para despedidas de vários jogadores com enorme peso no clube lisboeta: Morita e Quenda têm saída garantida, enquanto Hjulmand e Pedro Gonçalves também podem seguir para outras paragens. Do outro lado estará um Torreense com motivação no máximo, mas obrigado a dividir atenções.

A final surge a meio de um play-off frente ao Casa Pia que decide uma vaga no escalão principal da próxima época. E acontece apenas quatro dias depois de a primeira mão ter terminado 0-0, um resultado que mantém tudo em aberto para a segunda partida, marcada para quinta-feira.

Gestão de Luis Tralhão e o momento histórico de Torres Vedras

Por isso, ganha particular interesse perceber como Luis Tralhão irá gerir o onze e o plantel, num contexto em que jogar no Jamor é o sonho de qualquer jogador. Para os adeptos de Torres Vedras, o dia tem um significado especial: o clube chega à final da Taça de Portugal pela segunda vez na sua história, 70 anos depois de ter perdido a edição de 1955/56 frente ao F. C. Porto.

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