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Entre 26 e 30 de maio, as Forças Armadas das Filipinas e os Guarda Costeira dos EUA realizaram uma nova Actividade de Cooperação Marítima (MCA, na sigla em inglês) no Mar do Sul da China, dentro da Zona Económica Exclusiva filipina. Esta iniciativa foi a sexta do género levada a cabo ao longo de 2026, voltando a colocar no centro das atenções a cooperação entre Manila e Washington numa área marítima em que presença, vigilância e capacidade de fazer cumprir a lei no mar se tornaram pilares da segurança regional.
Objectivos e perfil da Actividade de Cooperação Marítima (MCA)
Ao contrário de outras MCA com um carácter mais estritamente naval, esta edição passou a incluir, pela primeira vez em 2026, a Guarda Costeira dos EUA, representada pelo cúter de segurança nacional da classe Legend USCGC Midgett (WMSL-757). A sua participação é significativa: o enfoque desloca-se de uma lógica exclusivamente militar para uma abordagem mais abrangente de segurança marítima, com ênfase no controlo da zona económica exclusiva, interdição, abordagem, busca e salvamento e aplicação da lei no mar - domínios particularmente sensíveis para as Filipinas perante a pressão constante nas suas águas.
Tarefas treinadas: VBSS, interdição e busca e salvamento
O treino contemplou missões de Visita, Busca e Captura (VBSS, na sigla em inglês), operações de interdição marítima, busca e salvamento, bem como instrução orientada para a aplicação da lei marítima. Para as Filipinas, este formato é especialmente relevante por integrar capacidades militares, de guarda costeira e aéreas no mesmo ambiente operacional, algo cada vez mais necessário no Mar do Sul da China, onde episódios de tensão tendem a ocorrer numa “zona cinzenta” entre segurança, soberania, direito marítimo e presença militar.
Meios destacados por Filipinas e Estados Unidos
Do lado filipino, a actividade contou com a fragata da classe Jose Rizal BRP Antonio Luna (FF-151), da Marinha das Filipinas, apoiada por um helicóptero AW109, além do patrulha da classe Teresa Magbanua BRP Melchora Aquino (MRRV-9702), da Guarda Costeira das Filipinas. A Força Aérea Filipina também empregou meios de diferentes perfis: dois caças ligeiros FA-50PH Fighting Eagle, dois aviões A-29B Super Tucano, um Cessna C-208B Grand Caravan EX e um helicóptero Sokol.
Da parte norte-americana, o elemento central foi o navio da classe Legend USCGC Midgett (WMSL-757), uma plataforma de grande alcance concebida para patrulha oceânica, interdição, busca e salvamento, controlo marítimo e cooperação com parceiros.
Uma actividade numa área cada vez mais disputada com a China
A realização desta MCA dentro da Zona Económica Exclusiva filipina tem um significado político e operacional próprio. Nos últimos anos, o Mar do Sul da China transformou-se num dos principais focos de fricção do Indo-Pacífico, com reivindicações sobrepostas e presença continuada de guarda costeira, milícias marítimas, navios de guerra e patrulhas aéreas. Para Manila, desenvolver actividades combinadas com os Estados Unidos funciona como forma de reforçar presença, práticas e procedimentos, além de demonstrar que o controlo marítimo não assenta apenas em plataformas de combate, mas também em capacidades de vigilância e de aplicação da lei.
Por outro lado, o facto de esta ter sido a sexta MCA de 2026 evidencia que estas iniciativas deixaram de ser acontecimentos pontuais e passaram a constituir um instrumento regular de coordenação entre Filipinas e Estados Unidos, que já acumulam vários anos de intercâmbios e exercícios. Por meio destas actividades, ambos procuram harmonizar doutrinas, tácticas, técnicas e procedimentos, em especial em missões onde podem actuar em simultâneo a Marinha, a Força Aérea, a Guarda Costeira e unidades de apoio. Ainda assim, importa também considerar que estas actividades têm um valor estratégico para os Estados Unidos, na sua intenção de manter presença e, entre outros aspectos, defender a liberdade de navegação.
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