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Novo Mercedes-Benz CLA: elétrico e gasolina híbrido ligeiro com 750 km e 12 kWh/100 km

Carro Mercedes-Benz CLA 750-e prata estacionado dentro de showroom moderno com luzes LED.

Já era expectável que a terceira geração do Mercedes-Benz CLA não se limitasse a uma solução totalmente elétrica. Agora, a marca de Estugarda valida essa intenção ao revelar, com antecedência, que o novo modelo chegará com duas propostas mecânicas distintas: uma variante 100% elétrica e outra a gasolina com sistema híbrido ligeiro.

Plataforma MMA e futuro da gama compacta

O próximo CLA será o primeiro modelo a estrear a nova plataforma MMA (Mercedes Modular Architecture). Esta base servirá ainda de suporte às próximas gerações do GLA e do GLB, bem como ao CLA Shooting Brake. Em sentido inverso, fica também confirmado que Classe A e Classe B não terão sucessores.

No que toca às opções de motorização, a MMA oferece duas vias - elétrico e gasolina com híbrido ligeiro -, um leque mais curto do que o de alguns concorrentes de Munique, que continuam a contemplar alternativas Diesel e híbridas de carregamento externo.

Estas duas últimas soluções deixam, assim, de fazer parte dos modelos mais acessíveis da Mercedes. Ainda assim, para muitos clientes, há um lado positivo: a gama não será composta apenas por versões elétricas, como estava planeado há bastante tempo. Entre elétrico e híbrido, a escolha volta a estar em cima da mesa na próxima decisão de compra.

Até 750 km de autonomia e 12 kWh/100 km

O futuro Mercedes-Benz CLA elétrico poderá ser configurado com tração traseira ou tração integral, o que significa a possibilidade de contar com um ou dois motores elétricos. No mercado, posiciona-se como rival do Tesla Model 3 e terá como referência direta, em particular, as futuras gerações elétricas do Audi A4 e do BMW i3 (Neue Klasse). Uma parte relevante das soluções técnicas foi desenvolvida com base no Mercedes-Benz Vision EQXX.

As versões de acesso com tração traseira vão debitar 200 kW (272 cv) e recorrem a uma caixa de duas velocidades, uma abordagem pouco habitual em automóveis elétricos, que normalmente utilizam apenas uma relação fixa.

As variantes de maior desempenho terão também um eixo dianteiro elétrico com 80 kW (109 cv). No entanto, este módulo frontal não trabalha permanentemente: entra em ação consoante o modo de condução, quando é exigida potência elevada ou quando há perda de aderência. Sempre que não é necessário, desliga-se em frações de segundo para privilegiar a eficiência.

Os responsáveis pela engenharia destacam ainda a introdução de um inversor avançado em carboneto de silício (SiC), descrito como particularmente capaz dentro deste segmento.

Mercedes-Benz CLA: carregamento a 800 V

Pela primeira vez num elétrico da Mercedes-Benz, o CLA vai adotar uma arquitetura elétrica de 800 V. Isto permitirá atingir potências de carregamento de até 320 kW e, num posto ultrarrápido, recuperar 300 km de autonomia em 10 minutos.

É, no mínimo, invulgar ver estes avanços a estrearem precisamente num modelo de entrada. Basta comparar com o EQS, o Classe S dos elétricos, que permanece limitado a 400 V e a 200 kW de potência de carregamento.

Eficiência e baterias

A Mercedes-Benz aponta ainda para um nível de eficiência muito elevado no futuro CLA elétrico: 12 kWh/100 km.

Quando este valor é combinado com a maior bateria prevista - iões de lítio (química NMC) com 85 kWh -, a marca indica autonomias de até 750 km. Já as versões mais acessíveis deverão receber uma bateria de menor capacidade, com química LFP, de 58 kWh.

Motor a gasolina com consumos de Diesel

As versões a combustão só deverão chegar ao mercado no início de 2026, praticamente um ano depois das variantes elétricas, que tiveram prioridade no desenvolvimento. Em termos de imagem, elétricos e a gasolina serão muito semelhantes, com diferenças pouco marcadas além da grelha dianteira fechada e da ausência de saídas de escape nas versões elétricas.

Para não comprometer as vantagens de uma plataforma pensada de raiz para elétricos, a zona frontal do conjunto a combustão foi revista. Em vez de uma bagageira dianteira, o espaço sob o capô será ocupado por um novo motor a gasolina designado M 252: um quatro cilindros 1,5 litros, turbo, assistido por um sistema híbrido ligeiro de 48 V.

Este motor foi desenvolvido pela Mercedes-Benz em colaboração com a Horse, a empresa conjunta da Geely e do Grupo Renault dedicada ao desenvolvimento e produção de motorizações a combustão e híbridas. A produção do novo motor ficará a cargo da China.

No lançamento, o M 252 terá três patamares de potência: 136 cv, 163 cv e 190 cv. O motor-gerador elétrico pode acrescentar, de forma temporária, 20 kW (27 cv) e está integrado numa nova caixa de dupla embraiagem de oito velocidades, a única disponível.

Esta solução de híbrido ligeiro apresenta atributos mais evoluídos do que outros sistemas semelhantes: a máquina elétrica é alimentada por uma bateria de 1,3 kWh e permite até 4 km de autonomia elétrica em condução urbana, desde que se tire o máximo partido da desaceleração regenerativa.

Ainda assim, como é habitual nos híbridos ligeiros, mais relevante do que essa distância é a redução de consumo, que deverá ser especialmente percetível em utilização real e não apenas em medições de laboratório.

Os novos Mercedes-Benz CLA híbrido ligeiro deverão ter um consumo comparável ao dos motores Diesel, na ordem dos cinco litros por cada 100 km.

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