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Ataque com drones em Taganrog (Rússia)
No contexto do aumento de ataques ucranianos em território russo, foi noticiado que dois aviões de guerra antisubmarina Tu-142 e um sistema de mísseis Iskander terão sido destruídos num ataque com drones, ocorrido na madrugada de 30 de maio. De acordo com o que as Forças Armadas da Ucrânia divulgaram nas suas redes sociais oficiais, os alvos encontravam-se num aeródromo militar na cidade de Taganrog, e a operação terá sido conduzida pelo 1.º Centro Independente de Sistemas Não Tripulados.
Declarações de Robert Brovdi e divulgação do vídeo
A propósito do ataque, o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados, Robert Brovdi, declarou: “Os pássaros das Forças de Sistemas Não Tripulados destruíram um sistema Iskander e dois aviões Tu-142 no aeródromo militar em Taganrog, Rússia, na madrugada de 30 de maio. Os resultados não se limitaram aos objetivos mencionados. Também houve fortes incêndios em zonas aledanhas. Próximamente publicaremos as imagens de vídeo.”
Numa publicação posterior, a Ucrânia revelou o referido material multimédia, com a duração de um minuto e meio, no qual se destaca a aproximação de diferentes drones aos respetivos alvos no solo.
Iskander em posição de tiro e relevância operacional
No caso específico do sistema de mísseis Iskander - visível a partir do segundo 45 do vídeo mencionado -, o comandante Brovdi indicou que estes meios estavam em posição de tiro no momento do ataque. Segundo a descrição apresentada, encontravam-se em áreas pantanosas, inicialmente afastadas do aeródromo referido, com o objetivo de ocultar os seus movimentos.
Trata-se de alvos de elevada importância para as Forças Armadas da Ucrânia, tendo em conta que, conforme a variante do míssil empregue, estes sistemas podem atingir objetivos a distâncias entre 400 e 500 quilómetros.
Tu-142: plataforma ativa e exemplos recentes
Quanto às aeronaves de patrulha marítima e guerra antisubmarina Tu-142, importa referir que, embora no momento do ataque estivessem na pista, esta plataforma tem sido uma das mais ativas desde o início do ano.
A título ilustrativo, recorde-se que, no começo de março, a Rússia empregou duas destas aeronaves numa missão de patrulha sobre o Estreito de Bering, o que levou o NORAD a ativar um dispositivo quando se aproximaram da ADIZ do Alasca; esse dispositivo incluiu, entre outros meios, caças furtivos F-22 e F-35.
Um segundo episódio relevante ocorreu no início de abril, quando também se observou a presença de aeronaves Tu-142 da Frota do Norte em voos sobre águas do Mar de Barents, numa missão apoiada por aviões de reabastecimento Il-78M das Forças Aeroespaciais (VKS). Embora não tenham sido registados incidentes associados, a missão evidenciou a intenção de manter este tipo de voos de forma sustentada, sobretudo numa região de crescente relevância estratégica.
Créditos das imagens: @DefenceU no X
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