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USS George Washington (CVN-73) opera no Mar das Filipinas após zarpar de Yokosuka

Porta-aviões com aviões militares estacionados e um homem em uniforme amarelo observa o mar durante o pôr do sol.

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USS George Washington (CVN-73) inicia nova patrulha no Indo-Pacífico

Depois de largar amarras na Base Naval de Yokosuka para dar início a uma nova patrulha no Indo-Pacífico, o porta-aviões nuclear da classe Nimitz USS George Washington (CVN-73) já está a operar no Mar das Filipinas, reforçando a presença naval dos EUA numa das zonas de maior importância estratégica do Pacífico ocidental. Enquanto navio-almirante avançado da Sétima Esquadra da Marinha norte-americana, o navio cumpre assim o seu segundo destacamento regional desde o regresso ao Japão, em 2024, sublinhando o papel do porta-aviões nuclear no dispositivo de dissuasão e projecção de poder de Washington na Ásia.

A unidade saiu de forma discreta da Baía de Tóquio no passado dia 23 de maio, depois de ter concluído uma curta saída ao mar entre 10 e 17 do mesmo mês, aparentemente destinada a ensaios e verificações antes do destacamento. Embora a partida estivesse inicialmente prevista para o início de maio, a navegação acabou por se concretizar já perto do final do mês. A partir daí, o navio deu início a operações de rotina nas águas do Indo-Pacífico, acompanhado pelos elementos do seu grupo de combate.

Regresso a Yokosuka e preparação do grupo aéreo embarcado

O USS George Washington regressou a Yokosuka em novembro de 2024 para substituir o USS Ronald Reagan (CVN-76) como porta-aviões de destacamento avançado dos EUA no Japão. Este estatuto faz dele o único porta-aviões nuclear norte-americano estacionado de forma permanente fora do território continental dos EUA. A nova patrulha deverá durar cerca de seis meses e poderá incluir escalas logísticas em portos aliados da região, seguindo o padrão habitual das operações da Sétima Esquadra.

Antes do início do destacamento, a Ala Aérea Embarcada 5 concluiu exercícios de treino de aterragem em terra (Field Carrier Landing Practice), considerados indispensáveis para preparar pilotos e guarnições antes das operações a partir do navio.

Actividade naval chinesa no Pacífico ocidental e contexto operacional dos EUA

A presença do George Washington no Mar das Filipinas coincide também com um período de forte actividade naval chinesa na mesma área. Segundo informação divulgada pelo Ministério da Defesa do Japão, o porta-aviões Liaoning (CV-16), da Marinha do Exército Popular de Libertação (PLAN), foi observado a navegar a leste das Filipinas com vários navios de escolta, incluindo os destróieres Wuxi (104) e Kaifeng (124), a fragata Luohe (545) e o navio logístico Hulunhu (901). Entre 26 e 28 de maio, as autoridades japonesas registaram aproximadamente 170 descolagens e apontagens de aeronaves embarcadas a partir do porta-aviões chinês, evidenciando um elevado ritmo operacional do seu grupo de combate.

Embora não haja indícios de uma ligação directa entre os dois destacamentos, a coincidência de dois grupos aeronaval liderados por porta-aviões no Pacífico ocidental reflecte o aumento da competição estratégica na região. A isto acresce a pressão sobre a Marinha dos EUA devido aos seus compromissos no Médio Oriente, onde os porta-aviões USS Abraham Lincoln (CVN-72) e USS George H.W. Bush (CVN-77), juntamente com o navio de assalto anfíbio USS Tripoli (LHA-7), mantêm operações em apoio dos interesses norte-americanos. Neste enquadramento, a capacidade do USS George Washington para sustentar uma presença contínua na Ásia continua a ser um elemento central da estratégia naval dos EUA face à expansão da actividade marítima chinesa.

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