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Força Aérea Portuguesa emprega P-3C CUP+ Orion no Dynamic Mongoose 26 da OTAN

Avião militar da Força Aérea Portuguesa voando sobre o mar com navios militares ao fundo e ilha nevada distante.

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A Força Aérea Portuguesa destacou recentemente uma das suas aeronaves de vigilância e patrulha marítima P-3C CUP+ Orion para o Mar da Noruega, onde integrou o exercício Dynamic Mongoose 26, uma das principais manobras anuais da OTAN focadas no treino de guerra anti-submarina (ASW). Segundo a instituição, o avião executou missões de procura, detecção, acompanhamento e classificação de contactos submersos, num cenário particularmente exigente devido às condições meteorológicas, acústicas e geográficas do Alto Norte.

Dynamic Mongoose 26 no Mar da Noruega

A actividade teve início a 18 de maio e prolongou-se até ontem, sob coordenação do Comando Aliado Marítimo (MARCOM), com a Noruega como país anfitrião. Importa referir que a edição deste ano juntou meios de nove países aliados, combinando submarinos da Alemanha, Países Baixos e Portugal, aeronaves de patrulha marítima do Canadá, França, Alemanha, Portugal, Reino Unido e Estados Unidos, e navios de superfície disponibilizados pela Dinamarca, França, Alemanha, Países Baixos, Noruega e Portugal.

Os P-3C CUP+ Orion no dispositivo ASW da OTAN

O contributo português assentou na Esquadra 601 "Lobos", unidade que opera os Lockheed P-3C CUP+ Orion a partir da Base Aérea N.º 11, em Beja. Estas aeronaves cumprem missões de patrulha marítima, vigilância, reconhecimento, busca e salvamento, guerra anti-superfície e guerra anti-submarina, mantendo-se como uma das principais capacidades de Portugal para projectar presença aérea sobre o Atlântico e sobre áreas de responsabilidade partilhada com os aliados.

Em exercícios como o Dynamic Mongoose, o valor do P-3C CUP+ Orion está na sua aptidão para permanecer várias horas sobre a área de operações, largar sonobóias, processar informação acústica, utilizar sensores electro-ópticos e radar de vigilância marítima, e articular-se com fragatas, helicópteros embarcados e submarinos aliados. Nestes cenários, as aeronaves de patrulha marítima funcionam como um nó central de procura e seguimento, sobretudo em águas profundas e acusticamente complexas, como as do Mar da Noruega.

Uma frota em processo de reforço

Por fim, importa assinalar que o empenhamento dos P-3C CUP+ Orion decorre em paralelo com o reforço da frota Orion portuguesa. Em 2023, Lisboa aprovou a aquisição de seis P-3C CUP+ Orion provenientes da Alemanha por aproximadamente 45 milhões de euros, juntamente com sobressalentes, bancos de ensaio, simuladores e equipamentos associados. O primeiro exemplar foi recebido em 2024, enquanto em 2025 Portugal avançou com um plano de modernização destinado a sustentar a operatividade destas aeronaves nos próximos anos.

Componente submarina e naval portuguesa no exercício

A participação portuguesa no Dynamic Mongoose 26 não se esgota no vector aéreo. O exercício integra também o submarino NRP Tridente, da Marinha Portuguesa, no grupo submarino sob controlo do NATO Submarine Command (COMSUBNATO), além de meios de superfície incorporados no dispositivo multinacional. Esta combinação permite a Portugal treinar em simultâneo as suas valências aéreas, submarinas e navais de guerra anti-submarina, reforçando a interoperabilidade com os restantes aliados.

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