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Cerimónia do 216.º aniversário do Exército Argentino
O Exército Argentino assinalou, nesta sexta-feira, 29 de maio, o 216.º aniversário da sua criação, numa cerimónia no Colégio Militar da Nação, em El Palomar, província de Buenos Aires. O evento foi presidido pelo Ministro da Defesa, Tenente-General Carlos Alberto Presti, e pelo Chefe do Estado-Maior-General do Exército, Tenente-General Oscar Santiago Zarich, acompanhados por autoridades do Ministério da Defesa, elementos dos estados-maiores das três Forças Armadas, militares, cadetes e convidados.
O programa arrancou com a revista às tropas e prosseguiu com a execução do Hino Nacional Argentino, uma invocação religiosa e o toque de silêncio militar, em homenagem ao pessoal falecido em cumprimento do dever e a todos quantos integraram a história da força. Durante a cerimónia, foram ainda entregues diplomas de honra a militares distinguidos, como reconhecimento por percursos, desempenho profissional e méritos alcançados ao longo do serviço.
Intervenções e prioridades da Defesa
Um dos pontos centrais do ato foi a intervenção do Chefe do Exército, Tenente-General Oscar Santiago Zarich, que sublinhou o legado histórico da instituição e o seu compromisso permanente com a defesa da Nação. Das Invasões Inglesas até aos dias de hoje, recordou que a força participou em diferentes campanhas e conflitos que marcaram a história do país, reconhecendo tanto erros como virtudes, bem como derrotas e vitórias que ajudaram a moldar a sua identidade institucional.
Partindo do princípio de que servir a Pátria exige colocar o bem comum acima dos interesses individuais, o Exército destacou igualmente a sua presença constante junto das comunidades, sobretudo nas zonas mais afastadas do território nacional. Nesse quadro, o aprontamento operacional e a instrução continuam a ser o eixo central da sua atuação.
Mais tarde, o Ministro da Defesa, Tenente-General Carlos Alberto Presti, salientou que, num contexto internacional marcado pelo aumento da conflitualidade e pelo renovado protagonismo da defesa nacional, se torna necessário que a Argentina consolide Forças Armadas modernas, profissionais e conjuntas, preparadas para enfrentar cenários de guerra e assegurar a soberania nacional. Nesse sentido, foi destacada a importância estratégica do país, quer pela sua localização geográfica, quer pela condição de exportador fiável, bem como pela projeção sobre espaços-chave como o Atlântico Sul e a Antártida. Foi também sublinhado que o principal suporte das instituições armadas continua a ser a qualidade do seu capital humano, considerado prioritário para o desenvolvimento e o reforço da força.
O desfile no Colégio Militar da Nação
Cobertura em desenvolvimento.
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