Há quem já chame aos híbridos completos (full hybrid) os novos Diesel - e, para muitos condutores, são mesmo a porta de entrada mais simples e económica para a eletrificação.
Em regra, custam menos do que os 100% elétricos e do que os híbridos com carregamento externo (plug-in), e dispensam tomada: a bateria é reduzida e, por isso, muitas marcas nem sequer indicam quantos quilómetros conseguem percorrer apenas com eletricidade. Ainda assim, ao juntarem hidrocarbonetos e eletrões, estes sistemas conseguem baixar de forma relevante os consumos e as emissões.
Quando se fala de híbridos, é quase inevitável pensar na Toyota, mas o panorama é mais vasto. A Honda trabalha nesta tecnologia há praticamente o mesmo tempo que a rival e, atualmente, há propostas híbridas também na Nissan, Renault, Dacia, Hyundai e Kia. E é impossível ignorar a vaga de construtores chineses, como a SAIC (MG).
Nos próximos anos, a tecnologia de híbridos completos (full hybrid) deverá ganhar ainda mais peso. A transição para os 100% elétricos está a avançar mais devagar do que se previa e, em vários mercados, são os híbridos e os híbridos com carregamento externo (plug-in) que estão a crescer com maior rapidez.
Do lado das novidades, a Volkswagen prepara o seu primeiro híbrido completo (full hybrid) com a nova geração do T-Roc - fabricado em Portugal - e é expectável que a solução chegue a muitos outros modelos do grupo. A Mazda, por seu lado, também vai estrear uma tecnologia própria no sucessor do CX-5.
E a pioneira desta fórmula - a Toyota - acaba de apresentar o seu primeiro citadino híbrido, com a atualização do Aygo X. Vale a pena conhecê-lo melhor.
Com 2025 em curso, faz sentido fazer um ponto de situação dos híbridos completos (full-hybrid) disponíveis à venda em Portugal. Fixámos um preço máximo de 30 mil euros, o que permite reunir onze modelos. Veja a lista.
MG3 - desde 22 469 euros
O MG3 é, neste momento, o híbrido mais acessível do mercado e também chama a atenção por ser o mais potente: aproxima-se dos 200 cv.
Sob o capô, combina um motor a gasolina 1,5 litros (102 cv) com um motor elétrico de 100 kW (136 cv), para uma potência combinada de 195 cv. A bateria é pequena, com 1,36 kWh.
Apesar de ter quase 200 cv, os valores homologados são muito contidos: 4,4 l/100 km em ciclo combinado WLTP e emissões de CO₂ de 100 g/km.
A gama organiza-se em três versões - Standard, Comfort e Luxury - e, mesmo na base, o equipamento é competitivo. Entre os destaques estão o controlo de velocidade de cruzeiro adaptativo, a câmara traseira e o sistema de infoentretenimento compatível com Apple CarPlay e Android Auto.
Toyota Yaris - desde 25 907 euros
O Toyota Yaris é um nome estabelecido no mercado e uma das escolhas mais reconhecidas do segmento. Em versão híbrida, distingue-se pela eficiência e, apesar da complexidade técnica, a fiabilidade mantém-se ao nível típico da Toyota - isto é, num patamar elevado.
A entrada na gama faz-se com a versão Comfort Plus. Traz um sistema híbrido que junta um motor 1,5 litros com 92 cv e um motor elétrico de 59 kW (80 cv), totalizando 116 cv. Existe ainda uma variante mais forte, com 130 cv, mas também mais dispendiosa e já acima dos 30 mil euros - 32 645 euros.
Graças ao rendimento do conjunto, o Toyota Yaris é o segundo mais económico desta lista, ao anunciar 3,9 l/100 km em ciclo combinado WLTP.
MG ZS HEV - desde 25 969 euros
O MG ZS Hybrid+ é um dos poucos SUV deste guia e, mesmo com tecnologia híbrida, continua a posicionar-se entre os SUV mais baratos à venda em Portugal. Apesar de ser maior, utiliza o mesmo sistema Hybrid+ do «irmão» MG3.
Dito isto, mantém os 195 cv e 425 Nm de binário. Já nos consumos sente-se o impacto do tamanho e do peso: declara 5 l/100 km em ciclo combinado WLTP.
Tal como no MG3, também aqui existem as configurações Standard, Comfort e Luxury. A habitabilidade generosa é um dos principais trunfos, tornando-o num candidato sério a carro de família.
Renault Clio E-Tech - desde 26 105 euros
A atualização mais recente não foi uma revolução - trouxe essencialmente uma nova frente -, mas bastou para colocar o Renault Clio E-Tech no seu melhor momento. Com boa dotação e um visual apelativo, continua forte no conforto e no comportamento dinâmico.
Nesta variante híbrida, o modelo francês associa um motor a gasolina 1,6 litros a um motor elétrico, somando 143 cv de potência combinada. Nos consumos, fica alinhado com os rivais: 4,2 l/100 km em ciclo combinado WLTP.
Já conduzimos o Clio E-Tech Full Hybrid e deixou boa impressão. Fique com o nosso veredito.
Mazda2 Hybrid - desde 26 127 euros
Basta olhar para o Mazda2 Hybrid para perceber a ligação ao Toyota Yaris. Na prática, são o mesmo automóvel, com diferenças de estilo concentradas nos para-choques, nos grupos óticos traseiros e, naturalmente, no emblema da marca de Hiroshima.
Por isso, o que se aplica ao Toyota Yaris aplica-se ao Mazda2 Hybrid. Usa o mesmo sistema de 116 cv e, de forma curiosa, anuncia menos 0,1 litros a cada 100 km: 3,8 l/100 km em ciclo combinado WLTP.
Também no preço a distância é curta - pouco acima de 200 euros.
Toyota Yaris Cross - desde 27 067 euros
Se aprecia o Yaris, mas procura uma posição de condução mais elevada e um pouco mais de espaço, o Yaris Cross surge como o passo lógico.
À semelhança do «irmão», há duas opções de potência: 116 cv (a mais acessível) e 131 cv, reservada às versões de topo.
Na base, o sistema híbrido combina o motor a gasolina de 92 cv com o motor elétrico de 59 kW (80 cv), apoiados por uma bateria de 0,76 kWh. Por ser maior e mais pesado, o apetite aumenta: 4,5 l/100 km em ciclo combinado WLTP.
Mantendo o teto dos 30 mil euros, é possível escolher as versões Comfort e Comfort Plus: desde 27 067 euros e 28 467 euros, respetivamente, ambas com 116 cv.
Dacia Duster - desde 27 205 euros
O Dacia Duster Hybrid 140 é o terceiro SUV desta seleção. Junta uma imagem aventureira a um sistema híbrido eficiente, com um preço particularmente competitivo.
A mecânica é a mesma base usada pelo Renault Clio: motor a gasolina 1,6 litros (94 cv) e dois motores elétricos (um de tração e outro de arranque/gerador), para uma potência combinada de 140 cv. Com uma bateria de 1,2 kWh, o SUV romeno anuncia consumos de 5 l/100 km em ciclo combinado WLTP.
A bagageira chega aos 430 litros e o interior inclui ecrã tátil de 10” e painel de instrumentos digital de 7”. Todas as variantes híbridas começam abaixo dos 30 mil euros, embora sem opção de tração integral.
Honda Jazz - desde 28 165 euros
Pequeno por fora e surpreendente por dentro, o Honda Jazz encaixa bem em quem circula muito em cidade, mas não quer prescindir de espaço nem de versatilidade.
O sistema híbrido conjuga um motor a gasolina 1,5 litros com 107 cv com um motor elétrico, resultando em 122 cv de potência combinada. Declara 4,6 l/100 km em ciclo combinado WLTP.
Abaixo dos 30 mil euros, o Honda Jazz pode ser comprado nas versões Elegance e Elegance Black Edition - 28 165 euros e 29 165 euros, respetivamente.
Dacia Jogger - desde 28 405 euros
O Dacia Jogger Hybrid 140 é o único automóvel deste guia que oferece sete lugares por menos de 30 mil euros, sendo uma proposta muito adequada para famílias numerosas - e a terceira fila é, de facto, utilizável.
Tal como o Duster, utiliza um motor a gasolina de 94 cv e dois motores elétricos, para 140 cv no total e consumos anunciados de 4,9 l/100 km em ciclo combinado WLTP.
Com níveis de equipamento Expression e Extreme, o Dacia Jogger Hybrid 140 mantém-se sempre abaixo da barreira dos 30 mil euros.
O Dacia Jogger vai receber uma atualização em breve e, tudo indica, deverá passar a contar com uma motorização híbrida mais potente, herdada do Bigster. Eis tudo o que já sabemos.
Mitsubishi Colt - desde 29 009 euros
Tal como acontece com o Mazda2 face ao Toyota Yaris, o Mitsubishi Colt é, essencialmente, um Renault Clio com outro nome e outro emblema.
Por isso, herda o mesmo sistema híbrido de 143 cv e a bateria de 1,2 kWh, com consumos muito próximos: 4,3 l/100 km em ciclo combinado WLTP.
No mercado português, o Colt híbrido é proposto apenas na versão Ralliart, destacando-se por um ambiente mais desportivo, tanto por fora como por dentro - inclui volante em pele sintética, pedais metálicos e bancos com apontamentos em tecido e pele.
Dacia Bigster - desde 29 459 euros
Para fechar a lista, o Dacia Bigster é a mais recente chegada ao catálogo da marca romena e posiciona-se como uma alternativa mais espaçosa e familiar ao Duster. É o maior SUV da marca e também desta seleção.
Ao contrário do «irmão», o Bigster estreia um sistema híbrido com um motor de maior cilindrada e mais potente: 1,8 litros e 107 cv. A potência combinada sobe para 155 cv, face aos 140 cv do Duster.
Mais relevante: mesmo com dimensões superiores e mais massa, o Bigster apresenta um WLTP combinado inferior: 4,6 l/100 km e 105 gr/km de CO₂.
O Dacia Bigster Hybrid 155 está disponível em três versões. A versão de entrada é a Expression, por 29 459 euros; por mais 3 mil euros, surgem as variantes Extreme e Journey, ambas por 32 459 euros.
De série, mesmo na opção mais acessível, o Bigster traz um equipamento bastante completo, com particular destaque para os vários sistemas de assistência à condução, para o painel de instrumentos digital de 7″, o ecrã central de 10″ e o ar condicionado automático bi-zona.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário