Saltar para o conteúdo

Nova turma de pilotos ucranianos conclui formação no Reino Unido para operar F-16 e Mirage 2000

Piloto militar com fato de voo verde e capacete a caminhar em frente a um caça estacionado numa base aérea.

+

Adiciona-nos como favoritos no Google.

Porque vale a pena adicionar-nos? Recebe as últimas notícias da Zona Militar diretamente no teu feed do Google.

Uma nova turma de pilotos ucranianos destinada a operar caças F-16 e Mirage 2000 concluiu a formação elementar no Reino Unido, de acordo com uma nota divulgada recentemente pela Royal Air Force (RAF). Este passo é visto como um marco antes da transferência para outros países europeus, onde irão continuar o percurso em aeronaves de treino avançado e, mais tarde, em aviões de combate ocidentais.

Formação inicial no Reino Unido para pilotos ucranianos de F-16 e Mirage 2000

A cerimónia de graduação decorreu no passado dia 8 de maio e contou com a presença do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea britânica, o Air Marshal Sir Harv Smyth. Na ocasião, voltou a sublinhar o apoio do Reino Unido à Ucrânia e ao esforço de preparação das suas futuras tripulações aéreas.

Mensagem do Air Marshal Sir Harv Smyth na cerimónia

Ao recuperar parte das suas palavras, o responsável afirmou: «Enquanto aviadores, partilhamos o mesmo espírito combativo que nos permite enfrentar a agressão e proteger tudo aquilo que valorizamos. Graças à nossa própria história no Reino Unido, compreendemos claramente, talvez melhor do que qualquer outro, o poder que um pequeno número pode ter perante uma multidão. Já tivemos a nossa Batalha de Inglaterra e vocês estão a viver a vossa neste preciso momento, e nós vamos ajudar-vos a ganhá-la.»

Conteúdos do curso: GROB-115, helicópteros e inglês intensivo

O percurso formativo seguido pelos pilotos ucranianos incluiu treino básico em aeronaves GROB-115 e instrução em helicópteros, com apoio de instrutores britânicos e de pessoal proveniente de países aliados. Para além das qualificações elementares de voo, os formandos receberam também preparação específica de acordo com a especialização futura, quer para a aviação de caça, quer para plataformas de asa rotativa. Esta etapa foi ainda complementada por cursos intensivos de inglês, concebidos para facilitar a integração nas forças aliadas.

Estas atividades inserem-se na Coligação para a Capacidade da Força Aérea, uma iniciativa apoiada, entre outros, pelos Estados Unidos, pela Dinamarca e pelos Países Baixos, com o objetivo de disponibilizar à Ucrânia novos aviões de combate e as capacidades necessárias para a sua operação. O programa, atualmente ativo há três anos, constitui a primeira fase antes da transição dos pilotos para aviões de treino avançado e, depois, para os F-16 e Mirage 2000 fornecidos por vários aliados da NATO.

Próximas etapas do treino na França (Alphajet) e na Roménia

O passo seguinte do curso decorrerá em França. Os pilotos agora graduados irão prosseguir o treino em Alphajet, aeronave utilizada pela Força Aérea e do Espaço francesa na formação avançada dos seus próprios aviadores. Como foi noticiado em setembro de 2024, esta fase inclui mais de 80 horas de voo na plataforma e cerca de 60 horas adicionais em simulador, às quais se somam as 70 horas de voo já realizadas no Reino Unido.

Concluída esta etapa, os futuros pilotos ucranianos de F-16 passarão também pela Roménia, onde foi criado o Centro Europeu de Treino destinado à conversão operacional. Este centro recebe igualmente pilotos da força aérea romena e dispõe já de, pelo menos, 18 F-16 transferidos pelos Países Baixos. Amesterdão confirmou ainda a disponibilização de mais 24 aeronaves para missões de combate, no âmbito da substituição gradual da sua frota por F-35 de quinta geração.

Imagens utilizadas a título ilustrativo

Ler também: O míssil furtivo S-71K Kovyor dos caças Su-57 russos: a Ucrânia revela os fornecedores ocidentais de componentes

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário