Saltar para o conteúdo

Os seis carros elétricos novos mais baratos em Portugal: até 25 000 euros

Carro elétrico azul exibido num showroom moderno, com estação de carregamento ao lado, ambiente urbano ao fundo.

Durante muitos anos, mencionar carros elétricos acessíveis em Portugal era, na prática, falar de um único nome: o Dacia Spring. Foi, durante bastante tempo, o único automóvel novo 100% elétrico que se conseguia comprar por menos de 20 mil euros. Hoje, esse cenário já mudou.

Ainda assim, os elétricos mais económicos à venda no nosso mercado continuam a exigir cedências: autonomia reduzida e, na maioria dos casos, dimensões e espaço interior contidos.

Se estas limitações não se ajustarem ao que precisam, pode ser mais sensato «piscar» o olho ao mercado de usados: neste site existem mais de 650 elétricos em segunda mão por menos de 20 mil euros.

Por outro lado, se o espaço não for determinante, se não se afastarem muito da cidade e fizerem poucos quilómetros por dia, já há alternativas novas que merecem ser consideradas.

É por isso que, neste guia de compra, juntámos os seis carros elétricos novos mais baratos que podem adquirir em Portugal. E mesmo o mais caro fica «apenas» nos 25 000 euros.

Dacia Spring - desde 16 900 euros

É impossível abordar elétricos ao alcance de mais carteiras sem referir o Dacia Spring. Chegou em 2021 e mantém-se, ano após ano, como o elétrico mais barato à venda em Portugal - e, por isso, o primeiro contacto com a eletrificação total para muitos condutores.

A bateria de iões de lítio é agora totalmente nova, com química LFP, e apresenta 24,3 kWh de capacidade, permitindo uma autonomia que pode ir até 225 quilómetros.

Em termos de preço, o Dacia Spring começa nos 16 900 euros na versão de entrada. Já a variante mais forte, com 102 cv, parte dos 19 700 euros.

Citroën ë-C3 - desde 17 990 euros

A Citroën comprometeu-se a colocar no mercado um elétrico do segmento B por menos de 20 mil euros - e concretizou. O ë-C3 com bateria LFP de 30 kWh já está disponível em Portugal, com valores a iniciar nos 17 990 euros.

Com 310 litros de bagageira e espaço efetivo para quatro adultos, o Citroën ë-C3 mostra-se mais polivalente do que os modelos do segmento A. No entanto, não vai muito além disso: a bateria LFP tem apenas 30 kWh de capacidade, pelo que a autonomia fica limitada a 213 quilómetros.

Essa é, de facto, a sua principal restrição, pois acaba por direcionar a utilização sobretudo para trajetos urbanos e suburbanos.

Se isso for um entrave, pode valer a pena considerar a versão mais cara do ë-C3, que traz uma bateria maior (43,8 kWh), mais autonomia (cerca de 320 km) e um preço de 19 950 euros.

Independentemente da escolha, o motor elétrico é sempre o mesmo: 83 kW (113 cv) de potência e 125 Nm de binário máximo.

Leapmotor T03 - desde 18 500 euros

O Leapmotor T03 pode ser encarado como a resposta da Stellantis ao Dacia Spring. Apesar de ser mais curto do que o rival do Grupo Renault, o T03 oferece mais folga em altura e em largura. Em contrapartida, perde na capacidade da bagageira: 210 litros contra os 288 litros do Spring.

Vem muito bem equipado de origem, com destaque para elementos como o painel de instrumentos digital de 8”, o ecrã multimédia de 10,1” e o tejadilho panorâmico. Está disponível com um único motor elétrico, capaz de fornecer 70 kW (95 cv) e 158 Nm de binário máximo.

A alimentação é assegurada por uma bateria LFP com 37,3 kW de capacidade, o que lhe permite anunciar até 265 km de autonomia máxima em ciclo combinado (WLTP). Nos carregamentos, admite carga rápida (DC) até 48 kW, possibilitando subir dos 30% aos 80% em 36 minutos.

Em Portugal, o Leapmotor T03 custa 18 500 euros, sendo a cor da carroçaria o único opcional disponível.

Renault Twingo - desde 19 490 euros

Já pode ser encomendado em Portugal, com chegada às estradas nacionais em maio, e promete ser um dos modelos que mais discussão vai gerar este ano.

A seguir a linha de retro-design que já tínhamos visto nos Renault 5 e Renault 4, recupera traços do modelo original, lançado em 1992. Assume uma estética divertida e colorida, assente em três ideias que sempre definiram o Twingo: espaço (considerando as dimensões exteriores), versatilidade e facilidade de utilização.

Com um banco traseiro deslizante, que permite aumentar a bagageira até aos 360 litros, o Twingo usa a mesma base do Renault 5. Recorre, porém, a um motor elétrico menos potente, com 60 kW (82 cv) e 175 Nm de binário, combinado com uma bateria de 27,5 kWh, suficiente para até 263 km de autonomia em ciclo combinado WLTP.

Na versão de entrada, com o nível Evolution, o preço começa nos 19 490 euros. Já o topo de gama, Techno, sobe para 21 090 euros.

Renault 5 - desde 24 900 euros

Se o Twingo não for a opção certa, há sempre a alternativa do seu “irmão” maior: o Renault 5, que na versão base fica abaixo dos 25 000 euros.

A imagem do R5 não precisa de apresentações e já foi tema de vários artigos aqui na Razão Automóvel. O seu comportamento dinâmico também. Tanto assim é que a sua base deu origem à versão «apimentada» assinada pela Alpine:

A principal diferença desta versão está ligada à máquina elétrica: o motor debita apenas 70 kW (95 cv) e a bateria não ultrapassa os 40 kW de capacidade. Por esse motivo, a autonomia máxima anunciada (WLTP) fica nos 310 quilómetros.

Se esse valor não chegar, o R5 também existe com uma bateria de maior capacidade (52 kWh), mas nesse caso o preço pedido pela Renault já não «cabe» nesta lista: 31 240 euros.

FIAT Grande Panda - desde 25 000 euros

Para manter a tendência do design retro-futurista, segue-se o FIAT Grande Panda, que partilha praticamente tudo com o Citroën ë-C3, desde a plataforma até à cadeia cinemática.

Por isso, encontramos igualmente a bateria LFP com 44 kWh e o motor elétrico de 83 kW (113 cv) e 125 Nm, permitindo até 320 km de autonomia (ciclo WLTP).

Ainda assim, o que mais se destaca no pequeno elétrico italiano é o estilo: está cheio de referências ao Panda original e a uma época em que a FIAT dominava o segmento B.

Em Portugal, o FIAT Grande Panda elétrico tem preços a começar nos 25 000 euros na versão Icon e nos 28 000 euros na versão La Prima, que acrescenta - entre outros elementos - jantes de 17” e ar condicionado automático.

Algumas menções honrosas

A partir do patamar dos 25 000 euros, aparecem cada vez mais opções 100% elétricas capazes de dar resposta a quem procura um carro para os desafios da semana.

Assim, se esta lista incluísse mais do que seis modelos, haveria espaço para referências como o Dongfeng Box (desde 25 474 euros), o Hyundai Inster (desde 26 200 euros) ou o BYD Dolphin Surf (desde 26 424 euros). Sem esquecer o CUPRA Raval, que está prestes a chegar a Portugal e terá um preço base de 26 990 euros, e o Volkswagen ID.Polo, cujo valor base deverá rondar os 25 000 euros.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário