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Kia “puxa da ficha”: o Niro híbrido plug-in sai de cena nos EUA antes do ano-modelo 2026

Carro elétrico Kia Niro PHEV branco a carregar em estação com dois postos de carregamento interiores.

5 de fevereiro de 2026, 13:36
Crédito da imagem: kia.com

A Kia confirmou oficialmente o fim das vendas, nos Estados Unidos, do Kia Niro equipado com motorização híbrida plug-in (PHEV). Segundo a marca, o crossover não terá ano-modelo 2026, uma decisão justificada por alterações nas condições do mercado. A informação foi avançada à publicação Kelley Blue Book.

Kia Niro PHEV: a versão menos procurada numa gama com três opções

Nos EUA, o Kia Niro esteve disponível com três tipos de sistemas de propulsão: híbrido convencional, híbrido plug-in (PHEV) e 100% elétrico. Ainda assim, os resultados comerciais ficaram aquém do esperado. Em 2025, foram vendidos 31.182 veículos somando todas as versões.

De acordo com a própria Kia, o PHEV foi o que registou a menor fatia desse volume. O preço de entrada desta variante começava nos 35.935 dólares.

Evolução do Niro Plug-in Hybrid: de 2018 a 2023, com mais espaço e mais autonomia elétrica

A primeira geração do Niro Plug-in Hybrid foi apresentada em 2018. Já a segunda geração chegou em 2023, trazendo um habitáculo mais espaçoso e uma melhoria na autonomia em modo elétrico, que passou de 42 km para 53 km.

Apesar de o modelo ter recebido recentemente uma atualização (restyling) na Coreia do Sul, neste momento não existem planos para recolocar a versão PHEV à venda no mercado norte-americano.

Uma decisão alinhada com a reavaliação das gamas eletrificadas

A saída do Kia Niro PHEV do mercado dos EUA enquadra-se numa tendência mais ampla: vários construtores estão a reorganizar as suas gamas eletrificadas e a ajustar a oferta ao que o mercado absorve em cada momento.

Neste contexto, os híbridos têm vindo, cada vez mais, a ceder espaço aos elétricos urbanos, vistos como uma aposta mais promissora face às atuais condições de procura.

O que muda para quem procurava um PHEV como o Niro

Para muitos condutores, um híbrido plug-in funciona como solução intermédia: permite deslocações diárias em elétrico (quando existe carregamento regular) e mantém a flexibilidade de um motor térmico para viagens longas. Quando uma marca elimina esta opção, a escolha tende a polarizar-se entre híbridos convencionais (mais simples) e elétricos puros (mais dependentes de carregamento).

Ao mesmo tempo, decisões como esta mostram como a estratégia de eletrificação pode variar bastante por região: as preferências do consumidor, os incentivos e a maturidade da infraestrutura de carregamento influenciam diretamente se um PHEV faz - ou não - sentido comercial em determinado país.

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