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Xiaomi renova SU7 e vende 15 mil unidades em 34 minutos

Carro elétrico branco modelo SU71 2026 exibido em sala moderna com ecrãs digitais ao fundo.

A Xiaomi não perdeu um minuto - e o público também não. A atualização do Xiaomi SU7 2026 foi colocada à venda a 19 de março e bastaram 34 minutos para desaparecerem as 15 000 unidades iniciais. Um início fulgurante que espelha, ao mesmo tempo, a força do produto e a fase particularmente dinâmica que a marca atravessa.

O SU7, apresentado inicialmente em dezembro de 2023, marcou a estreia da Xiaomi na produção em massa de um automóvel 100% elétrico. Até fevereiro, o modelo já tinha ultrapassado as 300 mil unidades vendidas. Com a nova atualização, ficam também definidos os preços: entre 219 900 e 303 900 yuan (aproximadamente 27 570 € a 38 100 €).

O que mudou no Xiaomi SU7 2026?

À primeira vista, as alterações não saltam imediatamente à vista - e é precisamente aí que está o ponto: a evolução do Xiaomi SU7 2026 faz-se sobretudo por afinações e detalhes bem direcionados.

Exterior: mais sensores e pequenos toques desportivos

Na frente, o desenho foi revisto para acomodar um radar 4D de ondas milimétricas integrado na grelha. A isto junta-se um sistema de limpeza de alta pressão para as câmaras dianteiras e traseiras, pensado para manter a condução assistida mais consistente mesmo com chuva, sujidade ou más condições.

Há ainda novos elementos estéticos e funcionais: espelhos em preto, jantes forjadas de 21 polegadas e pinças de travão vermelhas.

Interior: mais conforto, mais qualidade e mais tecnologia de ambiente

Por dentro, a receita é semelhante: não é uma revolução, mas um passo claro em maturidade. O habitáculo passa a assumir, de série, uma configuração dominada por tons escuros, denominada “Noite Escura”, acompanhada por iluminação ambiente em três camadas e materiais com melhor perceção de qualidade.

O volante em pele Nappa torna-se equipamento de série em todas as versões. Nos bancos dianteiros, surgem 18 regulações elétricas, função de massagem e um apoio lateral mais eficaz. Atrás, os bancos passam a permitir uma postura do tipo “gravidade zero” - com encostos reclinados e apoio de pernas elevado - e incluem apoios de cabeça redesenhados. Na versão Max, acrescenta-se um teto panorâmico com opacidade variável.

Entre as melhorias adicionais, destaca-se um frigorífico de 4,4 litros montado entre os bancos dianteiros. O sistema de som também foi revisto, com configurações que podem variar entre 14 e 25 altifalantes.

Base tecnológica: Super XiaoAI, XLA e mais capacidade de processamento

É na vertente tecnológica que o SU7 2026 dá o salto mais evidente. A Xiaomi introduz o Super XiaoAI, suportado por um modelo cognitivo próprio (XLA), com base num chip Snapdragon de terceira geração e num processador auxiliar capaz de atingir 700 TOPS (biliões de operações por segundo). A promessa passa por interações mais naturais e uma condução assistida com maior competência.

Plataforma elétrica: até 897 V, carregamento mais rápido e mais autonomia (CLTC)

A plataforma elétrica recebe ajustes, mantendo uma arquitetura de alta tensão - que passa a chegar a 897 V na versão Max. O objetivo é acelerar o carregamento, com a marca a apontar para até 670 km de autonomia recuperados em 15 minutos, sempre de acordo com o ciclo CLTC.

A autonomia máxima anunciada sobe até 902 km na versão Pro (também em CLTC).

Nota útil: o ciclo CLTC é um método de homologação usado na China e tende, em muitos casos, a apresentar valores mais otimistas do que os obtidos em utilização real. Ainda assim, é uma referência importante para comparar versões dentro do mesmo mercado e do mesmo padrão de medição.

Chassis e dinâmica: “Dragon Chassis” e suspensão pneumática nas versões Pro e Max

Na componente dinâmica, surge o chamado “Dragon Chassis”, mantendo a combinação de suspensão dianteira de duplos triângulos sobrepostos com uma traseira multibraços. A grande novidade está nas versões Pro e Max, que passam a contar com suspensão pneumática de dupla câmara e amortecimento variável.

Gama e preços do Xiaomi SU7 2026

A oferta do Xiaomi SU7 2026 posiciona-se entre os 219 900 e os 303 900 yuan (cerca de 27 570 € a 38 100 €), com destaque para: - SU7 Pro: autonomia máxima anunciada de 902 km (CLTC). - SU7 Max: arquitetura até 897 V e carregamento com até 670 km em 15 minutos (CLTC).

Além do produto em si, esta atualização reforça uma tendência cada vez mais relevante no segmento elétrico: a experiência do automóvel está a tornar-se tão dependente do software e dos sistemas de assistência como da mecânica. Nesse contexto, a capacidade de receber melhorias contínuas (por atualizações) e de integrar assistentes inteligentes como o Super XiaoAI pode ser um fator decisivo para muitos compradores.

Quando chega?

Na China, as vendas do Xiaomi SU7 2026 já arrancaram e, por enquanto, continua a ser o único mercado onde o modelo é comercializado. Ainda assim, a Xiaomi tem objetivos claros de internacionalização e já confirmou a intenção de chegar à Europa em 2027.

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