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250 000 viagens semanais: quando o “Google chinês” desafia os robotáxis da Waymo.

Carro elétrico branco futurista estacionado numa garagem moderna com estação de carregamento.

Apollo Go, o concorrente chinês da Waymo, diz agora realizar 250 000 viagens por semana. Este serviço de robotáxis é operado pela Baidu, empresa muitas vezes apelidada de “o Google chinês”.

Na China, o ecossistema digital e os serviços do dia a dia diferem bastante dos que se usam em Portugal, em França ou nos Estados Unidos. Um exemplo claro é a pesquisa na Internet: em vez do Google, um dos motores de busca mais populares é o da Baidu - razão pela qual o grupo é frequentemente tratado como o “Google chinês”. E, tal como a Alphabet (casa-mãe do Google), a Baidu também aposta na mobilidade autónoma com um serviço de robotáxis chamado Apollo Go.

Os números mostram uma fase de forte crescimento. Segundo a CNBC, o Apollo Go ultrapassou recentemente a marca das 250 000 corridas por semana. Na prática, isto coloca a operação num patamar semelhante ao da Waymo, o serviço de robotáxis da Alphabet nos Estados Unidos. Em abril, a Waymo também afirmou estar acima das 250 000 viagens semanais - e, até ao momento, não foram divulgados dados mais recentes.

Corrida à expansão do Apollo Go e da Waymo

Enquanto a Waymo continua, por agora, sobretudo concentrada no mercado norte-americano, o Apollo Go já avançou para fora da China, com expansão para Dubai e Abu Dhabi.

Além disso, ambos os grupos estão a apontar ao mercado europeu. A Baidu deverá iniciar testes dos seus robotáxis na Suíça ainda este ano. A empresa mantém também uma parceria com a Lyft, com o objetivo de preparar um lançamento na Alemanha e no Reino Unido em 2026. Do lado da Waymo, foi recentemente anunciada a chegada do serviço a Londres no próximo ano.

A entrada na Europa tende a depender não só da maturidade tecnológica, mas também do enquadramento regulatório e da aceitação pública. Em várias cidades europeias, os testes e operações comerciais de veículos autónomos exigem autorizações faseadas, regras específicas de segurança e, muitas vezes, cooperação estreita com autoridades locais e operadores de transporte.

Outro ponto decisivo será o modelo de implementação: a forma como os robotáxis são integrados na mobilidade urbana (zonas de operação, horários, preços e ligação a transportes públicos) pode acelerar - ou travar - a adopção. Por isso, a expansão de Apollo Go e Waymo para novos mercados não é apenas uma questão de chegar primeiro, mas de conseguir escalar com fiabilidade, segurança e um serviço consistente para o utilizador.

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