A possibilidade de carregar um carro elétrico sem interromper a viagem e sem sequer sair do habitáculo continua a soar futurista. Ainda assim, a Far-a-day quer tornar essa experiência prática através de um reboque que atua como uma bateria externa - na prática, um “carregador sobre rodas” pensado para acompanhar o veículo.
Como funciona a proposta da Far-a-day para carregar um carro elétrico em movimento
Na teoria, o procedimento é direto. Ao chegar a uma das estações da marca, o condutor apenas precisa de estacionar num dos lugares devidamente sinalizados. A partir daí, o módulo desloca-se autonomamente, posiciona-se atrás do automóvel, faz o alinhamento e estabelece a ligação de forma automática, deixando o conjunto pronto para retomar a estrada.
De acordo com a empresa francesa, toda esta operação leva cerca de dois minutos. Depois de acoplado, este carregador consegue acrescentar aproximadamente 300 km de autonomia enquanto o carro segue viagem, mantendo a deslocação sem a pausa habitual para carregar.
Viagens longas: a autonomia e as paragens ainda ditam o ritmo
No uso do dia a dia, os veículos elétricos tendem a ser eficientes e económicos. No entanto, quando se trata de percursos mais extensos, as paragens necessárias para carregamentos rápidos continuam a impor um compasso diferente, condicionando horários, rotas e a disponibilidade de pontos de carga.
É precisamente essa lógica que a Far-a-day tenta inverter. Em vez de ser o carro - e o respetivo condutor - a procurar um posto livre, a proposta passa por fazer com que seja o carregador a “ir atrás” do veículo.
Entrega no destino, energia limpa e custo abaixo do habitual
No final do percurso, o carregador elétrico é devolvido noutra das estações, onde fica a repor energia até estar disponível para o utilizador seguinte. Durante a utilização, o sistema recorre a energia limpa e a marca indica que o custo poderá ser inferior ao dos carregamentos rápidos mais comuns.
Importa, ainda assim, considerar aspetos práticos que podem influenciar a adoção desta solução: a compatibilidade com diferentes modelos, as limitações de peso e o impacto na condução ao rebocar uma bateria externa. Em autoestrada, por exemplo, a aerodinâmica e o consumo podem alterar-se, pelo que a gestão de autonomia continuará a exigir algum planeamento.
Outro ponto relevante é a operação em escala: para funcionar sem fricções, será crucial existir uma rede de estações com disponibilidade suficiente, bem como um sistema eficiente de reservas e devoluções para evitar tempos de espera - precisamente o problema que esta abordagem pretende mitigar.
Para já, ainda não está no terreno
A principal desvantagem é simples: nada disto está, neste momento, em funcionamento. Para já, a marca encontra-se numa fase de recolha de votos para decidir em que locais poderão ser abertas as primeiras estações.
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