Após quatro semanas seguidas de aumentos, o preço dos combustíveis regressou, finalmente, às descidas. Tal como se antecipava, a maior redução verificou-se no gasóleo simples, embora a gasolina simples também tenha ficado ligeiramente mais barata.
Ainda assim, os cortes ficaram aquém do que tinha sido apontado nas previsões da semana anterior. Em vez de uma descida de sete cêntimos por litro, o gasóleo simples recuou apenas três cêntimos por litro. Já a gasolina simples baixou 1,2 cêntimos por litro (fonte: Mais Gasolina).
Feitas as contas, o preço médio do gasóleo simples passou para 1,604 €/l, enquanto o preço da gasolina simples se fixa agora em 1,707 €/l.
Diferenças nas principais gasolineiras (BP, Galp e Repsol)
Nas maiores cadeias, a redução não foi uniforme:
- BP: registou a maior descida no gasóleo simples, com -4,5 cêntimos/l
- Galp: baixou o gasóleo simples em -4 cêntimos/l
- Repsol: reduziu o gasóleo simples em -4 cêntimos/l
No caso da gasolina simples: - BP: -1,5 cêntimos/l - Galp: -1,5 cêntimos/l - Repsol: -1 cêntimo/l
Quanto ao GPL, não houve qualquer alteração: o valor mantém-se em 0,823 €/l.
Como são calculados os valores médios (DGEG)
Como é habitual, a referência usada para o preço dos combustíveis assenta nos números divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). Neste caso, os dados correspondem a sexta-feira, 28 de novembro.
Importa notar que os valores da DGEG já contemplam os descontos praticados pelas gasolineiras e também as medidas do Governo atualmente em vigor. Ainda assim, tratam-se de valores médios e indicativos, pelo que podem não coincidir com os preços efetivamente praticados em cada posto de abastecimento.
Uma diferença de poucos cêntimos por litro pode traduzir-se num impacto relevante no total a pagar, sobretudo em abastecimentos completos. Por isso, antes de encher o depósito, vale a pena comparar preços entre postos próximos (e, se possível, entre diferentes marcas), já que a variação local pode ser significativa mesmo dentro do mesmo concelho.
Medidas do Governo em vigor e impacto no preço dos combustíveis (ISP)
Mantêm-se ativas, desde 2022, as medidas do Governo destinadas a aliviar a subida do preço dos combustíveis, incidindo principalmente sobre o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP).
Apesar de o ISP ter aumentado este ano em três cêntimos por litro, a descida da taxa de carbono acabou por compensar esse movimento, não se verificando alterações na carga fiscal total aplicada aos combustíveis.
Na prática, a soma dos vários “descontos fiscais” corresponde a: - menos 17,6 cêntimos por litro no gasóleo - menos 19,2 cêntimos por litro na gasolina
O que pode acontecer no próximo ano
Para o próximo ano, antecipa-se pressão em alta no preço dos combustíveis, na sequência da exigência de Bruxelas para que Portugal termine o “bónus” no ISP. O impacto poderá chegar a oito euros por depósito. Até ao momento, não foram comunicadas alterações oficiais.
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