Conduzir com a posição de condução correta não é apenas uma questão de bem-estar: é, acima de tudo, uma escolha de segurança.
Quando a postura ao volante é inadequada, o risco em caso de acidente pode aumentar. Além disso, é frequente surgir fadiga mais cedo e, em alguns casos, aparecerem dores musculares. Neste guia, veja como ajustar cada elemento para encontrar uma posição segura, confortável e eficaz.
Ajuste do banco
O ponto de partida é sempre o banco. Deve ficar nem demasiado afastado, nem demasiado próximo dos pedais. A meta é simples: conseguir pressionar os pedais até ao fim do respetivo curso sem esforço, mantendo os joelhos ligeiramente fletidos.
Ao mesmo tempo, os pés precisam de alcançar os pedais sem ter de esticar as pernas nem levantar excessivamente os calcanhares do chão. Assim, garante um controlo mais firme e preciso do automóvel.
Outro ajuste essencial é a altura do assento. O mais importante é assegurar boa visibilidade da estrada, dos espelhos retrovisores e do painel de instrumentos.
Quanto à inclinação do encosto, esta deve ser moderada: procure manter o tronco o mais vertical possível (sem perder conforto), com a zona lombar e as omoplatas bem apoiadas. A cabeça e o pescoço devem ficar direitos e próximos do encosto de cabeça.
Volante e posição de condução correta
Depois de ajustar o banco, passa-se ao volante - e aqui a regra repete-se: nem muito perto, nem muito longe. A distância ideal é aquela em que fica com os braços fletidos, formando um ângulo aproximado de 90º.
As mãos devem manter-se no volante, preferencialmente, na posição “9h15” ou “10h10”, evitando apoiar os pulsos no aro. Isto contribui para uma direção mais precisa e ajuda a reduzir o risco de lesões em caso de acidente e de abertura do airbag.
Ajuste também a altura do volante para conseguir ver, sem esforço, todo o painel de instrumentos.
Cinto de segurança
O cinto de segurança é indispensável para uma condução segura, mas também tem uma forma correta de utilização.
A faixa diagonal deve passar pelo centro do ombro e sobre o peito, nunca por baixo do braço. Já a correia pélvica deve assentar sobre os quadris e não sobre a barriga. Esta configuração maximiza a proteção do sistema de retenção em caso de acidente.
Espelhos
Não é a posição de condução que deve adaptar-se aos espelhos; são os espelhos que têm de ser ajustados à posição de condução - desde que esta esteja correta. Se perceber que precisa de mover demasiado a cabeça para ver pelos retrovisores, então é sinal de que deve reajustá-los.
O objetivo é reduzir ao mínimo os pontos cegos sem exigir grandes movimentos por parte do condutor. Uma boa posição contribui para diminuir a fadiga e reforça a segurança ao mudar de via ou ao realizar manobras.
Ajustes finais para mais segurança e menos fadiga
Depois de tudo configurado, confirme que o encosto de cabeça está bem posicionado: idealmente, deve ficar próximo da cabeça e com a zona de apoio alinhada com a parte superior da mesma. Este detalhe é relevante para ajudar a proteger o pescoço em caso de impacto.
Por fim, lembre-se de que a posição de condução ideal deve respeitar as suas características físicas, sem comprometer segurança, visibilidade e conforto. Pequenos ajustes podem fazer uma grande diferença no controlo do veículo e no cansaço ao longo do trajeto.
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