A sexta geração do Renault Clio marca uma viragem clara na forma como a Renault quer posicionar o seu utilitário: em vez de um desenho discreto, a marca francesa optou por um estilo muito mais emotivo e, em certos detalhes, até mais agressivo.
Apesar de manter uma silhueta fluida e uma linha de tejadilho mais arqueada, os designers procuraram contrastar essas curvas com traços mais rectilíneos, assentes numa linguagem de base hexagonal, usada para definir tanto a frente como a traseira do novo Renault Clio.
Isso percebe-se logo na dianteira, onde surgem novos faróis, luzes diurnas redesenhadas e um «nariz» bastante mais saliente - um elemento que não existia no modelo anterior.
Ao juntar-se a este conjunto o padrão em diamante, inspirado no logótipo da Renault e aplicado no preenchimento das entradas de ar dianteiras, o resultado é uma frente visualmente “cheia”, com muitos estímulos a competirem pela atenção.
Frente do Renault Clio: menos ruído visual, mais leitura do desenho
É “demais”? Para o artista digital Theophilus Chin, a resposta é um sim sem rodeios - e foi isso que o levou a intervir. A ideia passou por «limpar a cara» do novo Renault Clio, reduzindo a sensação de sobreposição de elementos e tornando a leitura do desenho mais imediata.
Sem eliminar a maioria dos componentes, o artista tornou mais evidente a separação entre a grelha dianteira e a entrada de ar inferior. Em paralelo, também mexeu na assinatura luminosa, que deixa de ser tão dominante e passa a estar mais afastada dos faróis principais, mantendo presença mas com menos protagonismo.
No conjunto, o resultado é um Renault Clio com uma dianteira mais “serena”: os vários elementos aparecem mais definidos e espaçados, em vez de se misturarem visualmente. Ficou melhor ou apenas mais consensual? Partilhe a sua opinião nos comentários.
Porque é que estas alterações na grelha, faróis e entradas de ar geram tanta discussão?
Em propostas de design actuais, especialmente em modelos de grande volume como o Renault Clio, a frente costuma concentrar boa parte da identidade do carro. É aí que se jogam detalhes como a assinatura luminosa, o desenho da grelha e a forma como as entradas de ar comunicam “largura” ou “agressividade”, mesmo quando o objectivo não é a performance.
Além disso, pequenas mudanças na forma como os elementos se separam (ou se sobrepõem) podem alterar por completo a percepção do automóvel: uma frente com mais “camadas” tende a parecer mais complexa e tecnológica, enquanto uma abordagem mais limpa costuma transmitir robustez, maturidade e facilidade de leitura à distância.
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