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Combustíveis estão mais baratos esta semana. Saiba quanto

Homem sorridente a abastecer o carro numa bomba de gasolina, com telemóvel e recibos sobre o capot.

Esta semana arrancou, tal como já se antecipava na passada sexta-feira, com uma nova descida no preço dos combustíveis. De acordo com fontes do setor, o gasóleo simples ficou 1,7 cêntimos por litro mais barato, enquanto a gasolina simples registou uma redução de 0,5 cêntimos por litro (fonte: Mais Gasolina).

Na segunda-feira, 6 de outubro, os valores médios apontavam para uma atualização clara: o preço médio do gasóleo simples passou para 1,554 €/l e o preço médio da gasolina simples fixou-se em 1,701 €/l.

Preço dos combustíveis: gasóleo simples, gasolina simples e GPL nas principais gasolineiras

Nas principais gasolineiras - BP, Repsol e Galp - o corte no gasóleo simples foi mais acentuado, com uma descida de 2,5 cêntimos por litro em cada uma destas marcas.

Já no caso da gasolina simples, os ajustes foram diferentes consoante a operadora: - BP: redução de 1 cêntimo por litro - Repsol: redução de 1 cêntimo por litro - Galp: redução de 0,5 cêntimos por litro

Em contraciclo, o GPL teve um aumento expressivo: na Galp a subida foi de 2,5 cêntimos por litro, enquanto na Repsol o acréscimo foi de 1,5 cêntimos por litro.

Como são calculados os valores médios (DGEG)

A referência habitual para o preço dos combustíveis tem por base os dados divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). Neste caso, a informação considerada corresponde à sexta-feira, 3 de outubro.

Importa ainda sublinhar que os valores publicados pela DGEG já refletem: - os descontos praticados pelas gasolineiras; e - as medidas do Governo atualmente em vigor.

Ainda assim, estes números devem ser lidos como médias indicativas, uma vez que os preços efetivamente praticados podem variar de posto para posto.

Um ponto útil para quem abastece com frequência é comparar o preço por litro entre postos próximos, porque a diferença entre operadores e localizações pode alterar de forma relevante o custo total do depósito, mesmo quando a tendência semanal é de descida.

Além disso, a evolução do preço dos combustíveis costuma refletir uma combinação de fatores como as cotações internacionais dos produtos refinados, o custo do petróleo, a taxa de câmbio e, em Portugal, o peso da componente fiscal - razão pela qual alterações em impostos e mecanismos de mitigação têm impacto direto no valor final ao consumidor.

Medidas do Governo em vigor (ISP)

Mantêm-se ativas, desde 2022, as medidas do Governo destinadas a aliviar a subida do preço dos combustíveis, incidindo sobretudo sobre o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP).

Na semana passada foi noticiado que Bruxelas teria exigido a Portugal o fim do chamado bónus no ISP, uma mudança cujo impacto poderia chegar a oito euros por depósito. No entanto, até ao momento, não foi anunciada qualquer alteração.

Este ano, o valor do ISP aumentou 3 cêntimos por litro, mas, devido à descida da taxa de carbono, a carga fiscal sobre os combustíveis não sofreu alterações.

Deste modo, a soma de todos os descontos fiscais traduz-se numa redução de 17,6 cêntimos por litro no gasóleo e de 19,2 cêntimos por litro na gasolina.

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