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Para um Mercedes-AMG SLS 300 km/h na autobahn é passear

Mercedes-Benz prata com portas tipo asas de gaivota e interior de bancos vermelhos em exposição.

Há 15 anos, a Mercedes-AMG apresentou uma leitura contemporânea do clássico “asa de gaivota”. O nome escolhido foi SLS e, num vídeo da AutoTopNL, fica claro que este superdesportivo ainda hoje é capaz de devorar um troço de autoestrada a um ritmo “tranquilo”, muito perto dos 300 km/h, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Na prática, e de acordo com a aplicação visível no vídeo, a marca dos 300 km/h não é atingida: a velocidade registada é de 294,2 km/h reais, medida por GPS. Mesmo assim, este SLS dá a sensação de ter fôlego e estabilidade de sobra para manter este andamento por longos quilómetros, sempre que a estrada e as condições o permitam.

É precisamente nestes detalhes que se percebe a diferença entre valores de painel e medições externas: a leitura por GPS tende a ser mais fiel à velocidade real, enquanto o velocímetro pode apresentar alguma margem por razões de homologação. Seja como for, a mensagem é simples - o Mercedes-AMG SLS continua a ter andamento para envergonhar muita máquina moderna.

Affalterbach prepara a próxima geração 100% elétrica

O próximo passo nos superdesportivos de Affalterbach será 100% elétrica, tal como o protótipo que o Miguel Dias foi este mês ver ao vivo, anunciado com mais de 1360 cavalos. Vejam aqui:

Ainda assim, apesar de prometer números estratosféricos - recorde-se que o SLS tem “apenas” 571 cv -, a futura arma elétrica da AMG não consegue competir com um ingrediente que se sente mais do que se mede: a banda sonora de um V8 atmosférico de 6,2 litros. Ouçam só:

Mercedes-AMG SLS e o V8 atmosférico de 6,2 litros: uma assinatura irrepetível

O timbre gutural do V8 alemão continua a prender-nos da melhor maneira, precisamente porque não há filtros nem truques: é uma sonoridade genuína, mecânica, feita de combustão, admissão e escape a trabalhar em uníssono.

É o retrato de um motor de combustão a respirar a plenos pulmões - e é difícil não pensar no que se está a perder com a transição inevitável para o elétrico. Vamos mesmo ter muitas saudades disto.


Também vale a pena lembrar que velocidades desta ordem só fazem sentido em contextos muito específicos e legais, com visibilidade, piso e tráfego adequados. Mesmo quando a engenharia permite, é a responsabilidade ao volante que decide se um momento destes fica no domínio da admiração… ou passa para o da imprudência.

Ao mesmo tempo, o avanço para soluções 100% elétricas abre portas a outras formas de performance: resposta imediata, binário disponível desde zero e novas possibilidades de afinação dinâmica. Só que, para muitos entusiastas, a “alma” de um SLS não está apenas nos números - está naquele V8 atmosférico de 6,2 litros a cantar, sem artifícios, como já quase não se faz.

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