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DS Nº8 pode deixar de ser só elétrico se as vendas não convencerem

Carro desportivo branco DS N8 Hybrid estacionado em espaço interior luxuoso com chão refletor.

O recém-lançado DS Nº8 chega ao mercado apenas com motorizações 100% elétricas, apresentando autonomias particularmente competitivas. Ainda assim, a marca francesa não fecha a porta a uma possibilidade que continua a fazer parte do debate na indústria: voltar a contar com um motor de combustão.

Segundo a DS, o caminho a seguir vai depender sobretudo da reação do mercado e da forma como os consumidores acolhem as atuais versões elétricas do novo topo de gama, modelo que está prestes a “aterrar” no mercado português.

Jean Sébastien Serda-Bresson, responsável pela comunicação de produto da DS, admite que, no futuro, “tudo é possível” dentro da gama, embora, para já, a aposta esteja centrada na eletrificação a 100%.

DS Nº8 e a plataforma STLA Medium: abertura a outras soluções

Vale a pena recordar que o DS Nº8 assenta na plataforma STLA Medium (a mesma utilizada em modelos como o Peugeot 3008 e o Opel Grandland), uma base técnica que permite diferentes tipos de propulsão: híbrido ligeiro, híbrido de carregamento externo e 100% elétrico.

Por isso, caso a DS decida alargar o catálogo de motorizações do Nº8, essa evolução não deverá ser particularmente complexa do ponto de vista técnico. Ainda assim, a orientação atual é clara. “Por enquanto, a escolha é ser elétrico”, sublinha Serda-Bresson, acrescentando: “Vamos observar como o mercado reage.”

Entretanto, o novo DS Nº8 já foi colocado à prova pela equipa da Razão Automóvel há poucas semanas, num ensaio que pode ser consultado no respetivo site.

Além do desempenho e da eficiência, a forma como um modelo elétrico se afirma em Portugal depende também de fatores práticos, como a rede de carregamento, os hábitos de utilização e a disponibilidade de carregamento doméstico ou no local de trabalho. Para muitos condutores, este conjunto de variáveis acaba por pesar tanto quanto os números de potência e autonomia.

Outro aspeto relevante prende-se com o posicionamento de gama: num topo de gama, a perceção de valor é frequentemente influenciada por itens como equipamento, tecnologia, conforto e qualidade de construção - elementos que podem ajudar a justificar a escolha de uma versão elétrica, mesmo perante a existência (ou eventual regresso) de alternativas com motor de combustão.

Todos os preços

O DS Nº8 já pode ser encomendado em Portugal com três motorizações elétricas distintas, com um ou dois motores. As potências variam entre 230 cv (170 kW) e 350 cv (257 kW), e as autonomias podem atingir até 750 quilómetros (WLTP). Eis o enquadramento geral:

Em termos de preços, a oferta no mercado português está organizada da seguinte forma:

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