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AIRCOM activa Rafale franceses e Gripen suecos para interceção de aeronaves russas no Báltico
Na passada terça-feira, 2 de junho, o Comando Aéreo Aliado (AIRCOM) informou, através dos seus canais oficiais, que caças Rafale franceses e Gripen suecos foram destacados para interceptar aeronaves russas sobre o Mar Báltico. A ocorrência ganhou particular relevo por ter envolvido um total de 6 aviões enviados por Moscovo.
Este episódio junta-se a uma lista crescente de situações semelhantes registadas nos últimos meses, nas quais participam esquadrões da OTAN destacados no Báltico no âmbito da operação Eastern Sentry, destinada a assegurar a segurança do espaço aéreo no flanco oriental da Aliança.
Aeronaves envolvidas e enquadramento da operação Eastern Sentry da OTAN
Segundo o comunicado do AIRCOM, foram lançados dois Rafale da Força Aérea e Espacial francesa a partir da Base Aérea de Šiauliai (na Lituânia), aos quais se juntaram dois Gripen da força aérea sueca.
Do lado russo, o conjunto de aeronaves interceptadas foi composto por um caça Su-35, um Su-24 e um Su-34. A estes somaram-se ainda um avião de transporte Il-76, um An-12 e um avião de reconhecimento An-30.
Antecedentes: missões anteriores dos Rafale e dos Gripen
Como já referido, esta interceção constitui mais um caso recente de actividades aéreas russas que exigiram vigilância próxima por parte de caças europeus integrados nos destacamentos da OTAN.
No que diz respeito aos Rafale enviados por França para o Báltico, importa recordar que, no final de maio, lhes foi atribuída a missão de interceptar dois caças Su-30SM2 da Marinha Russa que entraram no espaço aéreo de países bálticos sem apresentarem um plano de voo detalhado.
Há também um exemplo relevante no início desse mesmo mês, quando aeronaves francesas foram empenhadas devido à presença de aviões de ataque Su-24 das Forças Armadas Russas no espaço aéreo dos países bálticos, igualmente depois de terem entrado na zona sem partilharem o respectivo plano de voo. Tal como no incidente agora divulgado, os Rafale foram accionados a partir de um alerta emitido na Base Aérea de Šiauliai, que funciona como base temporária enquanto cumprem tarefas de polícia aérea.
Quanto aos Gripen suecos, vale a pena sublinhar que, nos últimos meses, estes não foram utilizados apenas para intercepções de meios aéreos russos, mas também para acompanhar unidades navais. Conforme noticiado durante o mês de abril, um destes caças teve por missão monitorizar as actividades do submarino russo Krasdonar na sua passagem pelo estreito de Kattegat com destino a águas do Mar Báltico, numa operação em que participou igualmente uma fragata classe Absalon da Real Marinha da Dinamarca.
Por fim, o modelo tem voltado a estar em destaque devido à confirmação da sua aquisição pela Ucrânia para reforçar a sua Força Aérea, processo que será também apoiado pela doação de exemplares provenientes da sua congénere sueca. Para a plataforma desenvolvida pela Saab, cuja entrega está prevista nas variantes C/D e E/F a partir de 2027, esta será a sua primeira grande prova de fogo frente a aeronaves russas.
Créditos das imagens: État-major des armées
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