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Apenas dois dias depois de as autoridades de Taiwan terem comunicado a sua passagem pelo estreito de Taiwan, novas imagens de satélite divulgadas por fontes abertas especializadas voltam a mostrar o porta-aviões Fujian (CV-18) já em porto. As fotografias, publicadas a 24 e 25 de junho, permitem ver o navio de nova geração da Marinha do Exército Popular de Libertação da China (PLAN) atracado na base naval de Yulin, situada na ilha de Hainan.
Imagens no Mar do Sul da China e chegada a Yulin
De acordo com a análise feita por observadores especializados, o porta-aviões foi captado durante a manhã a navegar no Mar do Sul da China, acompanhado por um destróier Tipo 052, ainda a cerca de 580 quilómetros de Yulin. Horas depois, novas recolhas por satélite confirmaram a sua entrada e amarração no cais habitualmente utilizado pelos porta-aviões chineses naquela instalação.
Uma navegação que voltou a expor o mais moderno porta-aviões chinês
A confirmação do regresso do Fujian surge poucos dias após o Ministério da Defesa Nacional de Taiwan ter indicado que o porta-aviões foi detectado a atravessar o estreito de Taiwan, uma rota marítima particularmente sensível devido à proximidade da ilha e às tensões existentes entre Pequim e Taipé.
Apesar de as autoridades chinesas não terem divulgado pormenores sobre os objectivos desta navegação, a travessia foi acompanhada de perto pelas Forças Armadas de Taiwan, que recorreram a meios conjuntos de inteligência, vigilância e reconhecimento para seguir os movimentos do navio. A presença do Fujian na área suscitou atenção acrescida, sobretudo porque existe pouca informação pública sobre a sua actividade operacional nos últimos meses.
Fujian (CV-18): comissionado em 2025 e equipado com EMALS
Comissionado em 2025, o Fujian (CV-18) é considerado, até ao momento, o porta-aviões mais avançado desenvolvido pela China. Com um deslocamento estimado superior a 80 000 toneladas, representa um salto tecnológico significativo face aos anteriores Liaoning e Shandong, ao integrar um sistema de catapultas electromagnéticas (EMALS), que deverá permitir operar uma gama mais ampla de aeronaves embarcadas e aumentar o ritmo de geração de saídas aéreas.
A última actividade conhecida antes da recente passagem pelo estreito de Taiwan remontava ao início de abril, quando o navio continuava a realizar novas provas de mar e exercícios operacionais no Mar de Bohai. A curta navegação agora concluída aparenta ser mais uma fase do processo de avaliação e certificação que a Marinha chinesa prossegue antes de declarar o porta-aviões plenamente operacional.
O estado actual da frota de porta-aviões chinesa
A movimentação do Fujian ocorre num período particularmente dinâmico para a força de porta-aviões da Marinha do Exército Popular de Libertação. Há poucos dias, foi noticiado que o Liaoning (CV-16) regressou ao seu porto-base em Qingdao após completar mais um destacamento no Mar do Sul da China e no Pacífico Ocidental, onde realizou operações aéreas e exercícios em conjunto com outros navios de superfície da PLAN.
Shandong (CV-17) com pouca informação recente e em doca seca
Já o Shandong (CV-17) continua a ser o porta-aviões sobre o qual existe menos informação recente. A última referência pública relevante data de fevereiro, quando imagens de satélite confirmaram a sua entrada em doca seca na ilha de Hainan para trabalhos de manutenção e possíveis intervenções de modernização. Desde então, as autoridades chinesas não divulgaram detalhes sobre o estado dessas tarefas nem sobre uma eventual data de regresso às operações.
Embora a China não tenha apresentado explicações sobre os propósitos desta última navegação, o regresso rápido a Yulin sugere que a actividade integrou uma nova etapa de testes e adestramento do navio. A sequência de movimentos observada nos últimos dias volta a sublinhar a intensidade do processo de avaliação a que o Fujian continua a ser submetido antes de atingir a sua plena capacidade operacional na Marinha chinesa.
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