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Turquia coloca 178 pessoas em prisão preventiva por "terrorismo" antes da cimeira da NATO em Ancara

Grupo de pessoas de mãos ligadas com braceletes brancas em protesto, com bandeiras da Turquia e do Curdistão ao fundo.

Prisões antes da cimeira da NATO em Ancara

A Turquia colocou 178 pessoas em prisão preventiva, sob acusações de "terrorismo", numa fase que antecede a cimeira que os líderes da NATO vão realizar em Ancara, noticiou este sábado a agência estatal Anadolu, citando um comunicado do Ministério Público de Ancara.

Estas detenções ocorrem após uma série de operações levadas a cabo ao longo desta semana, antes do encontro de 7 e 8 de julho, no qual deverão marcar presença 32 líderes, incluindo o Presidente norte-americano, Donald Trump.

Balanço de detidos e medidas judiciais

De acordo com a Anadolu, com base na informação do Ministério Público, até agora foram detidas 225 pessoas no total: 178 ficaram formalmente presas e outras 34 foram libertadas com supervisão judicial.

Perfis visados nas detenções

Na sexta-feira, a Organização Não-Governamental (ONG) turca MLSA (Media and Law Studies Association) afirmou que, entre os detidos, estão jornalistas, académicos, advogados, sindicalistas, professores, estudantes e outros representantes da sociedade civil.

Entre as pessoas sujeitas a prisão preventiva contam-se Yildiz Tar, redator-chefe da revista LGBT+ Kaos GL, Emel Memis, professora de economia na Universidade de Ancara, bem como Nevzat Ozer e vários voluntários da Fundação Tema, uma importante ONG ambiental.

A MLSA indicou ainda que, durante os interrogatórios, a polícia questionou estes voluntários sobre se pertenciam ao Partido Comunista da Turquia/Marxista-Leninista (TKP/ML) - uma organização proibida -, se recorriam a nomes de código e se tinham recebido treino no manuseamento de armas.

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