O MIMO Festival assinala dez anos de presença em Portugal e, em 2026, instala-se em Guimarães, de 3 a 5 de julho, juntando músicos de mais de uma dezena de países, com nomes como Oumou Sangaré, Tricky e Papillon, foi hoje divulgado. O anúncio foi feito esta terça-feira nos antigos Paços do Concelho, com o presidente da Câmara, Ricardo Araújo, e a diretora do MIMO Festival, Lu Araújo.
Duas fases do MIMO Guimarães
A edição de MIMO Guimarães está organizada em duas etapas: o Festival MIMO de Cinema, entre 27 de junho e 2 de julho, e o MIMO Festival, de 3 a 5 de julho. Nesta segunda fase estão previstos concertos de Oumou Sangaré, Tricky, Daddy G (Massive Attack) e Don Letts (em DJ 'set'), Papillon, Fernanda Abreu, Zé Ibarra, Barbatuques e ainda os vimaranenses Unsafe Space Garden.
Concertos por dia: Tricky, Papillon, Zé Ibarra e Oumou Sangaré
O alinhamento por datas já está definido: Oumou Sangaré sobe ao palco a 3 de julho. Já Tricky, que recentemente deu a conhecer que vem aí um novo álbum, atua a 4 de julho, numa noite em que também se apresenta o português Papillon.
A 5 de julho, é a vez do brasileiro Zé Ibarra, no mesmo dia do B2B de Daddy G, dos Massive Attack, e Don Letts. Pode consultar a restante programação aqui.
Programação internacional e mais de 50 atividades
No conjunto, a programação do MIMO Festival convoca artistas de mais de dez países e cruza géneros, épocas e linguagens - da música clássica à música antiga, das abordagens contemporâneas aos sons africanos e da diáspora, do pop à eletrónica - num total de mais de 50 atividades.
Na música, surgem também “nomes fundamentais da música brasileira”, incluindo Fernanda Abreu, que assinala 30 anos de “Da Lata”, descrito como “um marco na renovação do pop brasileiro, e Alaíde Costa - ao lado de Cristóvão Bastos e Mauro Senise -, numa presença rara que atravessa gerações e se estende do cinema ao palco”.
Cinema ao ar livre e atividades paralelas
Quanto ao Festival MIMO de Cinema, a organização indica que “vai transformar o Largo Condessa do Juncal, no centro histórico de Guimarães, numa grande sala de cinema ao ar livre”.
“Com entrada livre, as sessões decorrem de 27 de junho a 2 de julho, reunindo uma programação internacional dedicada à música enquanto expressão artística, social e política, com 10 filmes entre longas e curtas-metragens, incluindo obras em estreia ou ainda inéditas em circuito comercial”, referem os organizadores.
Para lá do cinema e dos concertos, o MIMO Guimarães inclui ainda palestras, oficinas, percursos culturais e programação dedicada às crianças.
Números previstos e impacto económico
Na apresentação, Ricardo Araújo avançou que as previsões para os nove dias do MIMO Guimarães apontam para 74 mil participantes, para 58.500 visitantes com dormidas na cidade e nos arredores e para entre 18 mil e 40 mil dormidas.
De acordo com o autarca, o impacto económico esperado deverá situar-se entre os seis e os 10 milhões de euros, com maior incidência na hotelaria, na restauração e nos serviços.
Declarações do presidente e da diretora do MIMO Festival
No discurso, o presidente da Câmara sublinhou: “Guimarães conquistou o MIMO e isso é, para todos nós, a afirmação de Guimarães como cidade capaz de disputar, atrair e realizar grandes eventos de dimensão internacional. No ano em que o MIMO assinala uma década de presença em Portugal, é profundamente simbólico que este festival chegue ao berço da nação e a uma cidade Património Mundial, onde a história, a cultura, o talento e a identidade coletiva se cruzam todos os dias com mais ambição de futuro”.
Ricardo Araújo acrescentou que pretende que o MIMO “seja vivido por Guimarães inteira, que seja um festival das pessoas, da cidade, das freguesias, dos comerciantes, dos empresários, dos criadores e das instituições”.
Reforçou ainda: “Esta é uma aposta na cultura, mas é também uma aposta no desenvolvimento, na projeção externa e na confiança no futuro. Guimarães tem história para receber o mundo e tem também ambição para continuar a conquistar o seu lugar entre os grandes destinos culturais da Europa”.
Por sua vez, Lu Araújo, fundadora e diretora do MIMO, destacou o trabalho conjunto com o município “para desenhar um evento que vai encher de orgulho” os vimaranenses e “atrair milhares de pessoas à cidade”, salientando igualmente a gratuitidade do festival, apresentado como “inclusivo”.
O percurso do MIMO Festival em Portugal
Criado no Brasil em 2004, o MIMO Festival realizou-se em Portugal pela primeira vez em 2016, em Amarante, no distrito do Porto, repetindo-se anualmente até 2019. Em 2022, mudou-se para o Porto, mas, no ano seguinte, regressou a Amarante na sequência de um diferendo entre a organização e a Câmara Municipal do Porto. O festival manteve-se em Amarante até 2025.
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