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Segredos revelados para 2026: Dacia e Renault em Portugal

Automóvel elétrico moderno Renault estacionado em espaço interior com vidro e parede iluminada.

Em Portugal, falar da Renault é falar de uma marca que entrou na rotina de muitas famílias. Quase toda a gente conhece alguém que já teve um carro francês do losango, uma marca que chegou até a produzir modelos em território nacional.

Essa ligação a Portugal é antiga e muito forte, o que também ajuda a explicar o sucesso comercial da marca. O Renault Clio foi o automóvel mais vendido no nosso país por 12 vezes, sendo seis delas de forma consecutiva. Mas, com a aposta cada vez maior na eletrificação e com a pressão das marcas chinesas a crescer, qual será o próximo passo da Renault?

Foi precisamente sobre isto que falámos no mais recente episódio do Auto Rádio, um podcast da Razão Automóvel com o apoio do piscapisca.pt, que contou com a participação de José Pedro Neves, Diretor-Geral do Grupo Renault Portugal. Vejam o vídeo:

Fiscalidade portuguesa

Este é um assunto que regressa muitas vezes à conversa no Auto Rádio e, neste episódio, não foi diferente. Com a aposta forte nos sistemas híbridos, os modelos da Dacia e da Renault acabam por ser bastante penalizados pela fiscalidade em Portugal.

Veja-se, por exemplo, o caso do Dacia Duster Hybrid, que paga mais 364% de imposto do que a versão mild-hybrid (1.2 TCe de 130 cv), apesar de ser mais eficiente e menos poluente. Em grande medida, a responsabilidade está na forma como é calculado o Imposto Sobre Veículos (ISV), que incide sobretudo sobre a cilindrada.

José Pedro Neves não é indiferente a esta questão e defende a necessidade de rever a fiscalidade automóvel em Portugal, para que fique mais alinhada com o que se faz na maioria dos países da União Europeia.

Invasão Chinesa

Apesar de mais de 100 anos de experiência, os últimos anos obrigaram a Renault - e também a Dacia - a repensar tudo com muito rigor. O objetivo? Ganhar velocidade nos processos, cortar custos e reforçar a competitividade face aos novos players do mercado, quase todos oriundos da China.

O novo Renault Twingo, que chegará ao mercado em 2026, é um bom exemplo disso mesmo: foi desenvolvido em apenas dois anos. Num mercado cada vez mais exigente, não há espaço para demoras. Como se costuma dizer, tempo é dinheiro - e na indústria automóvel isso nunca fez tanto sentido.

Sobre este tema, José Pedro Neves sublinhou a vontade do Grupo Renault de manter o desenvolvimento e a produção dos seus modelos em solo europeu, e destacou ainda a importância de ter uma rede de concessionários bem dimensionada para assegurar uma resposta rápida no pós-venda. Algo que não acontece com as novas marcas que estão a chegar, ou que já chegaram recentemente, ao mercado.

Democratização elétrica

Outro ponto abordado pelo Diretor-Geral do Grupo Renault Portugal foi a forte aposta na eletrificação feita pela empresa nos últimos anos, com especial atenção para os modelos mais acessíveis lançados tanto pela Dacia como pela Renault.

Para José Pedro Neves, a democratização da mobilidade 100% elétrica tem sido um dos pilares da estratégia do Grupo Renault: primeiro com o Zoe e, mais recentemente, com o Dacia Spring e o Renault 5.

E, claro, também poderíamos falar do novo Renault Twingo, que vai chegar a Portugal no próximo ano e tem como meta ficar abaixo da barreira dos 20 mil euros.

Encontro marcado no Auto Rádio para a próxima semana

Motivos de interesse não faltam, por isso, para ver/ouvir o mais recente episódio do Auto Rádio, que regressa na próxima semana nas plataformas habituais: YouTube, Apple Podcasts e Spotify.

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