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Emirados Árabes Unidos dizem que drones contra Barakah partiram do Iraque

Central nuclear no deserto com torres de arrefecimento, cúpulas e um drone no céu claro.

Ataques com drones e origem no Iraque

Os Emirados Árabes Unidos declararam esta terça-feira que os drones que, no domingo, visaram uma instalação nuclear tinham descolado do Iraque, país onde grupos apoiados pelo Irão têm conduzido ataques contra Estados vizinhos desde o início da guerra no Golfo.

"No âmbito da investigação em curso sobre o ataque flagrante à instalação nuclear de Barakah, em 17 de maio de 2026, a monitorização e o rastreio técnico confirmaram que os três drones (...) partiram de território iraquiano", informou o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, num comunicado.

Segundo a mesma fonte, desde domingo foram detetados seis drones que "tentaram atacar áreas civis e vitais do país" e, na sequência das averiguações, concluiu-se que "todos tiveram origem em território iraquiano", sem que tenha sido identificado qualquer grupo em concreto.

Impacto em Barakah e segurança nuclear

De acordo com o comunicado, nenhum grupo reivindicou os ataques, que não fizeram vítimas nem provocaram danos significativos na segurança das infraestruturas visadas.

Após o ataque a Barakah, não houve registo de feridos nem de fuga radiológica. As autoridades dos Emirados indicaram que o impacto atingiu um gerador elétrico situado fora do perímetro interior das instalações, sem comprometer a segurança.

Reacções do Iraque e contexto regional

Desde 28 de fevereiro, milícias xiitas alinhadas com Teerão têm realizado repetidos ataques com drones contra os Estados árabes do Golfo, no contexto da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica.

Entretanto, os Emirados Árabes Unidos - que acolhem defesas aéreas e pessoal de Israel - acusaram recentemente o Irão de ter lançado ataques com drones e mísseis depois do cessar-fogo acordado por Washington e Teerão, em vigor desde 8 de abril.

Sem se pronunciar sobre as conclusões do Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, o porta-voz do Governo iraquiano, Bassem al-Awadi, divulgou hoje uma nota em que expressa "forte condenação" pelos recentes ataques com drones contra os Emirados Árabes Unidos.

"Destacamos também a importância de uma cooperação regional e internacional eficaz para evitar qualquer escalada ou dano à estabilidade da região, ou qualquer ataque à segurança e soberania das nações irmãs e amigas", sustentou o executivo de Bagdad, que se opõe "categoricamente ao uso do seu território, espaço aéreo e águas territoriais para lançar ataques contra países vizinhos".

A central nuclear de Barakah

A central nuclear de Barakah, avaliada em 20 mil milhões de dólares (17,2 mil milhões de euros), foi construída pelos Emirados Árabes Unidos com apoio da Coreia do Sul e entrou em funcionamento em 2020.

Trata-se da única central nuclear do mundo árabe e tem capacidade para satisfazer um quarto das necessidades energéticas do país.

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