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Sem acordo na negociação das alterações à lei laboral e “requintes de malvadez” na Esquadra do Rato

Homem com microfones a falar numa manifestação com grupo a segurar cartazes do 3 de Junho em Portugal.

Boa tarde,

Negociação das alterações à lei laboral termina sem acordo

Não houve entendimento: depois de nove meses e de quase 60 reuniões, a negociação das alterações à lei laboral fechou sem acordo. No fim do encontro desta quinta‑feira - o “derradeiro”, como a ministra já tinha anunciado - Rosário Palma Ramalho limitou‑se a deixar um “infelizmente”.

“Infelizmente não foi possível chegar a um acordo, apesar de todos os esforços que o governo fez”, afirmou, sublinhando que o executivo cedeu em todas as linhas vermelhas. Ainda assim, segundo a ministra, “um dos parceiros (que não a CGTP) foi intransigente”.

Rosário Palma Ramalho afastou a ideia de derrota e adiantou que o Governo vai agora transformar as propostas de alteração em projeto de lei. Sobre a greve geral marcada pela CGTP para 3 de junho, a ministra do Trabalho considerou que “é grave do ponto de vista dos impactos”, mas é um direito.

Reações da CGTP e da UGT à greve geral de 3 de junho

Do lado sindical, o secretário‑geral da CGTP, Tiago Oliveira, mantém que a ministra sempre quis impor a versão original e pede uma forte mobilização para a greve. Já Mário Mourão, da UGT, remete a decisão para mais tarde: primeiro quer perceber quais os contributos que, ao fim de um processo negocial tão prolongado, a ministra vai acolher.

“Requintes de malvadez” na Esquadra do Rato

O processo de tortura e violação na Esquadra do Rato, em Lisboa, continua a surpreender. À medida que a investigação avança, torna‑se claro que os atos de violência não se limitaram a um pequeno grupo de polícias, num comportamento que, caso se confirme, é inqualificável.

A terceira vaga de detenções atingiu dois chefes da PSP, que terão atuado não só como cúmplices, mas também como agressores. Ambos são suspeitos de agredir, a soco e a pontapé, detidos sob a sua responsabilidade. As vítimas são sobretudo pessoas vulneráveis, como sem‑abrigo, toxicodependentes e estrangeiros.

O Ministério Público sustenta que "os denunciados aproveitavam a vulnerabilidade das vítimas de forma violenta, perversa, descontrolada, descompensada, exibindo mesmo requintes de malvadez”. Até agora, foram detidos 15 polícias e um civil, que entretanto foi libertado depois de o advogado de defesa ter apresentado um Habeas Corpus.

Outras histórias em destaque: Leiria, tempestade e hantavírus

São dois temas que marcam a atualidade nacional, mas o Expresso traz‑lhe muitas outras histórias, em Portugal e no mundo.

Em Leiria, onde estivemos esta semana, encontram‑se exemplos de resistência, superação e improviso - como o de um hotel que conseguiu manter os clientes durante a tempestade, mesmo sem luz e sem água. Lá fora, o surto de hantavírus continua a concentrar atenções, com a OMS a garantir que “está a trabalhar com os países relevantes para apoiar o rastreio internacional de contatos e para assegurar que quaisquer pessoas potencialmente expostas".

Até amanhã.

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