As autoridades portuguesas indicaram hoje que o cidadão português presente no navio com casos de hantavírus integra a tripulação e não será repatriado a partir das Canárias, mantendo-se no "MV Hondius" até aos Países Baixos.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) afirmou, na sexta-feira, não ter registo de qualquer pessoa a bordo do cruzeiro que pretenda ser recebida em Portugal, acrescentando que o repatriamento será organizado para os respetivos países de residência. Em resposta a questões da agência Lusa, a DGS precisou ainda que a única pessoa com nacionalidade portuguesa no navio - um membro da tripulação - não vive em Portugal.
Operação de desembarque e repatriamento nas Canárias
No "MV Hondius", que esteve em quarentena em Cabo Verde, seguem 147 pessoas, de 23 nacionalidades, entre passageiros, tripulação e equipas médicas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC). A embarcação deverá chegar à ilha de Tenerife, no arquipélago espanhol das Canárias, na próxima madrugada.
Nas Canárias irão desembarcar mais de 100 pessoas, que serão depois repatriadas a partir de um aeroporto de Tenerife, em aviões de vários países e da União Europeia (UE).
Tripulação no "MV Hondius" segue para os Países Baixos
A bordo permanecerão 43 elementos da tripulação, que retomarão a viagem na segunda-feira para conduzir o paquete até aos Países Baixos, país onde está registada a propriedade do "MV Hondius" e onde se encontra o armador. O cidadão português que está no navio fará parte destes 43 membros da tripulação.
Casos confirmados e suspeitos de infeção por hantavírus Andes
A OMS considerou que as Canárias são o porto mais próximo, com todas as condições logísticas e de segurança, para executar esta operação, tendo em conta a posição da embarcação quando foi declarado o alerta sanitário devido a casos de infeção e a suspeitas de infeção por hantavírus.
Até ao momento, a OMS confirmou seis casos entre oito suspeitos de infeção por hantavírus em pessoas que viajaram neste navio. Registaram-se três mortes e, segundo as autoridades, nenhum dos doentes ou dos casos suspeitos permanece a bordo. Atualmente, nenhuma das pessoas no navio apresenta sintomas de doença.
Viagem desde a Argentina e origem provável de transmissão
O navio fazia a travessia desde a Argentina rumo a Cabo Verde, pelo Atlântico Sul, e motivou um alerta sanitário internacional no passado fim de semana.
O hantavírus é, regra geral, transmitido por roedores infetados. A variante identificada no paquete, o hantavírus Andes, é rara e pode passar de pessoa para pessoa.
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