Saltar para o conteúdo

Aeroporto do Galeão pode receber mais quatro companhias aéreas estrangeiras no Rio de Janeiro

Três profissionais de negócios a cumprimentar-se num aeroporto, com janelas grandes e aviões ao fundo.

O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, poderá, em breve, vir a contar com mais quatro companhias aéreas estrangeiras, actualmente em negociações para iniciar voos para a capital fluminense.

Ao mesmo tempo que a GOL comunicou a criação de novas rotas internacionais com Airbus A330 a partir de meados deste ano, existe igualmente interesse em reforçar as ligações ao exterior operadas por transportadoras internacionais.

Segundo uma entrevista exclusiva ao portal Melhores Destinos, o presidente da Invest.Rio, Sidney Levy, explicou quais são, neste momento, as prioridades para a captação de investimento associada a companhias aéreas.

Companhias em conversações para voar do Aeroporto do Galeão

Entre os nomes mencionados estão a Aeroméxico, a Ethiopian Airlines e a Turkish Airlines, além de uma companhia aérea chinesa que ainda não foi identificada, uma vez que o diálogo se encontra numa fase inicial.

Do conjunto citado, a única que já tinha tornado pública a intenção de operar para o Rio de Janeiro foi a Turkish Airlines. Ainda assim, apesar de ter voltado a reiterar esse objectivo, não houve qualquer passo mais concreto para arrancar com voos a partir de Istambul.

Obstáculos operacionais e viabilidade das rotas para a China

No caso da transportadora chinesa, é a que, à data, está mais longe de se materializar em operações reais. O motivo é técnico e económico: actualmente não existem aeronaves capazes de ligar o Brasil à China sem escalas, o que obriga a uma paragem intermédia - e isso torna a maioria das alternativas pouco viável do ponto de vista financeiro.

A comparação com São Paulo reforça a dificuldade: o Aeroporto de Guarulhos, com maior volume de tráfego e mais ligações domésticas, ainda não suporta um voo diário da Air China, que opera a rota Pequim – Madri – São Paulo apenas três vezes por semana.

Levy acrescentou ainda que, neste momento, os contactos em curso estão praticamente em suspenso devido ao contexto no Médio Oriente, que fez disparar o preço do petróleo: “Nesse exato momento, todas as nossas ofertas estão em banho-maria por causa do aumento do querosene da aviação“.

Companhias que descartaram o Rio de Janeiro

Uma transportadora que já afastou a hipótese de entrar no Rio - e agora isso foi confirmado de forma oficial - é a Qatar Airways. A empresa tem vindo a aumentar sucessivamente a operação em Guarulhos e, hoje, oferece a maior disponibilidade de lugares para a Ásia, ao passar para três operações diárias na rota Doha – São Paulo, sem sequer considerar o estado vizinho. Levy confirmou que a companhia disse não ter qualquer interesse em voar para o Rio: “A Qatar não quer vir. Eu já falei com eles, não querem“.

Também as três companhias aéreas norte-americanas - American, Delta e United - rejeitaram expandir voos na cidade. A avaliação apresentada é que, fora da época alta na capital fluminense, compensa mais aumentar capacidade para a Europa.

Uma das propostas em cima da mesa passava por um voo para a costa oeste dos EUA, com foco na Califórnia, mas trata-se igualmente de um cenário ainda muito distante. Actualmente, as únicas ligações para o estado mais rico dos EUA partem de Guarulhos com a LATAM, que, neste momento, não identifica procura para mais de cinco voos por semana. Nestas condições, abrir uma rota para o oeste norte-americano, com menos alternativas de ligação na chegada ao Brasil, não se justifica financeiramente.

Historicamente, as rotas para o sul da Califórnia sempre reagiram de forma muito sensível às oscilações do preço do combustível, por se tratar de um trajecto longo e de um destino com menor procura entre brasileiros, além de implicar uma operação cara, tendo em conta o elevado custo de vida no estado norte-americano. Como é necessário visto para fazer ligação nos EUA, passageiros brasileiros com destino ao Sudeste Asiático tendem a preferir escalas em África, na Europa ou no Médio Oriente.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário