Elon Musk, CEO da SpaceX, voltou a sublinhar que a rede de satélites em órbita baixa (LEO) da Starlink é claramente superior para a conectividade em voos comerciais, apontando falhas recorrentes no serviço de internet tradicional disponível a bordo.
Na visão de Musk, as companhias aéreas que não avançarem com a adopção da conectividade da Starlink tenderão a perder passageiros de forma gradual, à medida que o Wi‑Fi em voo continuar a ficar aquém do esperado.
Starlink e a conectividade LEO em voo
A reacção surgiu depois de uma publicação do analista Clay Travis, que salientou a capacidade da Starlink para permitir chamadas de vídeo via FaceTime a cerca de 10 668 metros de altitude, com maior estabilidade do que muitas redes terrestres.
Numa resposta na sua conta oficial no Twitter, Musk escreveu: “A maioria das companhias aéreas está a fechar parceria com a Starlink. O restante terá Wi‑Fi ruim e perderá clientes como resultado“.
Em contraste com os sistemas convencionais em órbita geoestacionária (GEO) - normalmente associados a elevada latência e a uma largura de banda mais limitada -, a rede Starlink consegue disponibilizar velocidades comparáveis às de uma ligação de fibra óptica em casa.
Companhias aéreas que já adoptaram a Starlink
A Hawaiian Airlines foi a primeira grande transportadora a implementar o serviço nas suas frotas de Airbus A321neo e A330. Mais tarde, a companhia letã airBaltic equipou todos os seus Airbus A220-300 com esta tecnologia.
No ano passado, a United Airlines fechou um acordo para instalar a Starlink em mais de 1.000 aeronaves, o maior pedido do sector até agora. Em fevereiro de 2026, já havia mais de 300 aviões equipados, com o objectivo de chegar aos 800 até ao final do ano e concluir a totalidade da frota até 2027.
Entretanto, a Qatar Airways concluiu a transição na sua frota de Boeing 777-300ER e vai prosseguir com os A350 e 787, disponibilizando velocidades até 500 Mbps.
Na América Latina e Caraíbas, a Copa Airlines será a primeira companhia a oferecer acesso à internet via Starlink, com arranque previsto para julho de 2026 na sua frota de mais de 120 aeronaves. Em Espanha, a Iberia, a Vueling e a LEVEL também anunciaram a adopção da tecnologia, enquanto empresas do grupo IAG, no final de 2025.
Concorrência: Project Kuiper da Amazon
A posição de liderança da Starlink tem, ainda assim, pressão competitiva do Project Kuiper, a iniciativa da Amazon. A JetBlue deverá ser o cliente de lançamento deste sistema, cuja operação comercial está prevista para o final de 2026.
A Delta Air Lines, por sua vez, escolheu a solução da Amazon para uma implementação em massa a partir de 2028, dando prioridade à integração com o seu ecossistema digital.
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