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GNR e PSP: cerca de duas mil crianças vítimas de acidentes em 2025; 2026 já soma 529

Adulto e criança de mão dada à espera para atravessar rua em passadeira com bicicleta no chão.

Cerca de duas mil crianças foram afectadas por acidentes rodoviários em 2025, de acordo com informação da GNR. A mesma fonte indica que, só nos primeiros quatro meses de 2026, já houve registo de mais de 500 ocorrências com menores envolvidos.

No sábado, 23 de maio, assinala-se o Dia Nacional da Segurança Infantil. A agência Lusa solicitou à GNR e à PSP dados actualizados sobre crianças vítimas de acidentes.

Acidentes rodoviários com crianças: dados da GNR

Segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR), até 30 de abril deste ano foram contabilizadas “529 vítimas de acidentes rodoviários”, incluindo duas vítimas mortais. Do total, registaram-se 106 envolvendo bicicletas, 356 associados a automóveis e 67 relacionados com peões.

Em 2025, a GNR apontou 1271 crianças vítimas de acidentes rodoviários enquanto passageiras, um aumento de 75 face a 2024. Já os acidentes com crianças em velocípedes passaram de 325 para 406 vítimas em 2025, ao passo que o número de peões atropelados subiu de 234 para 236 entre 2024 e 2025.

A informação da GNR indica ainda que, nestes dois anos, as situações em que as crianças circulavam como passageiras continuam a constituir a maioria das ocorrências, seguindo-se os acidentes com velocípedes e, depois, os atropelamentos. Os registos referidos pela GNR dizem respeito a acidentes com vítimas até aos 16 anos.

Acidentes em casa

De acordo com a Polícia de Segurança Pública (PSP), entre 2020 e 2025 morreram 14 crianças ou jovens menores de idade, três das quais em 2025.

No que toca às causas, seis crianças morreram na sequência de quedas, cinco por afogamento, duas por engasgamento e uma por estrangulamento.

Quanto ao local das ocorrências, a PSP referiu que a “residência particular é a que regista mais ocorrências” com nove, seguindo-se a via pública e o estabelecimento de ensino, ambos com duas, e o espaço de diversão aquática com uma.

A PSP indicou que estes acidentes dizem respeito a vítimas até aos 17 anos, “com maior incidência nas faixas etárias mais baixas”, sem detalhar quais.

APSI deixa alerta sobre afogamentos

Também contactada pela Lusa, a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) advertiu que os “afogamentos continuam a ser dos acidentes mais graves envolvendo crianças, ocorrendo maioritariamente em piscinas, poços e tanques”.

A APSI promove todos os anos, em julho, uma campanha de prevenção de afogamentos, mês em que, habitualmente, “se verifica o maior número de afogamentos de menores”.

Ainda segundo a GNR, no que respeita a afogamentos, em 2024 foram registados 11 e em 2025 foram registados cinco. Destas situações, três crianças morreram em 2024. Em 2025 não se registou qualquer vítima mortal por afogamento na área tutelada pela GNR.

Recomendações sobre prevenção e vigilância activa

“Proteger uma criança não é vigiá-la constantemente e não deixar que nada lhe aconteça. Prevenção real não vem do medo permanente do adulto. Prevenção eficaz começa na construção da autonomia da criança”, lê-se num comunicado da APSI.

A GNR aconselha igualmente a contrariar “a falsa sensação de segurança em ambiente doméstico”, promovendo “a adoção de medidas de prevenção, nomeadamente a utilização de barreiras físicas e a manutenção de vigilância ativa”.

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