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Ferrari Luce: Luca di Montezemolo critica o primeiro Ferrari elétrico

Carro desportivo Ferrari vermelho apresentado num showroom moderno com grandes janelas e planta interior.

O Ferrari Luce mal começou a sair de Maranello e já se impôs como um dos lançamentos mais falados da história recente da marca. A chegada do primeiro Ferrari 100% elétrico marca uma nova etapa para o construtor italiano, mas o arranque tem sido tudo menos consensual.

Depois das críticas dirigidas ao desenho do modelo e da leitura negativa por parte dos mercados, surgiu agora uma intervenção com um peso particular no universo Ferrari. Luca di Montezemolo, antigo presidente da marca, manifestou publicamente o seu desconforto com o novo elétrico em declarações ao Corriere della Sera.

“Corre-se o risco da destruição de um mito”

Confrontado em Itália com perguntas sobre o Ferrari Luce, Montezemolo foi taxativo: “Se dissesse o que penso, faria mal à Ferrari”, afirmou, ainda antes de avançar com a sua opinião. Logo a seguir, avisou que com este Luce “corre-se o risco da destruição de um mito”. E subiu ainda mais o tom ao acrescentar: “espero que pelo menos retirem o Cavallino daquele elétrico”. Rematou, por fim, com “isto os chineses não vão copiar”.

Luca di Montezemolo e o peso das suas palavras na Ferrari

O impacto destas declarações não se explica apenas pelo conteúdo, mas sobretudo por quem as faz. Montezemolo liderou a Ferrari como CEO entre 1991 e 2014, num ciclo em que a empresa reforçou decisivamente o seu estatuto contemporâneo, tanto na gama de estrada como na Fórmula 1. O seu nome ficou também ligado à era de Michael Schumacher e à consolidação da Ferrari como uma das marcas mais valiosas e desejadas do sector automóvel.

O primeiro Ferrari elétrico nasceu polémico

O Luce é o primeiro modelo 100% elétrico da Ferrari e assume uma rutura evidente com a tradição da casa. Trata-se de um automóvel de quatro portas e cinco lugares, desenvolvido com a colaboração de Jony Ive, antigo responsável de design da Apple, e do estúdio LoveFrom. O valor deverá situar-se nos 550 mil euros, com entregas apontadas para o quarto trimestre de 2026.

Reação do mercado e ambição da Ferrari Luce

Com este modelo, a Ferrari pretende alargar o alcance a novos perfis de clientes, incluindo públicos mais ligados à tecnologia e mercados como a China e a Califórnia. No entanto, a receção inicial foi amplamente negativa, com reflexos imediatos na bolsa: no dia seguinte à revelação, a Ferrari perdeu mais de 8% de valor.

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