Com os combustíveis cada vez menos amigos do orçamento, cada visita ao posto de abastecimento sente-se de forma mais pesada na carteira.
Ainda que não seja possível mexer no valor apresentado na bomba, há pequenos pormenores do quotidiano que, somados, conseguem alterar de forma relevante os consumos do automóvel - e sem o obrigar a trocar de carro por um modelo mais eficiente.
Para lá do motor e do tipo de combustível, existem rotinas e condições mecânicas que mexem diretamente com a eficiência de qualquer veículo. De seguida, deixamos cinco motivos pelos quais o seu carro pode estar a consumir mais combustível do que deveria.
Pressão dos pneus
Entre os aspetos mais descurados - e, ao mesmo tempo, dos que mais pesam nos consumos - está a pressão dos pneus. Quando está abaixo do recomendado pelo fabricante, aumenta a resistência ao rolamento e o motor tem de se esforçar mais para manter o carro a rolar.
Na prática, isto traduz-se em mais combustível gasto para percorrer exatamente a mesma distância. Além disso, circular com a pressão errada acelera o desgaste dos pneus e pode comprometer a estabilidade e a travagem. Veja como verificar e ajustar a pressão dos pneus.
Excesso de peso
Quanto maior for a carga que o motor tem de deslocar, maior será o esforço exigido e, por consequência, o consumo. Uma bagageira sempre cheia, ferramentas que ficam meses no carro ou acessórios no tejadilho (que também prejudicam a aerodinâmica) contribuem de forma discreta para este aumento.
O efeito nota-se sobretudo em cidade, onde as constantes acelerações e travagens ampliam o impacto do peso adicional. Retirar o que não é necessário é uma medida sem custos e com benefícios imediatos.
Ar condicionado
Nos dias mais quentes, prescindir do ar condicionado raramente é uma alternativa viável. Ainda assim, convém lembrar que a climatização tem um custo energético: exige potência ao motor e isso reflete-se diretamente num maior consumo de combustível.
O impacto depende do modelo e das condições no exterior, mas costuma ser mais evidente em ambiente urbano e em carros com menos potência. Usar o ar condicionado com critério - ajustando a temperatura em vez de o manter sempre no máximo - pode fazer diferença ao longo do tempo.
Filtro de ar sujo
A função do filtro de ar é assegurar que o motor recebe ar limpo para a combustão. Quando o filtro está sujo ou parcialmente obstruído, a entrada de ar fica limitada e o motor perde eficiência.
No dia a dia, isso pode resultar em consumos mais elevados (até 10%), menor desempenho e uma resposta mais lenta ao acelerador. A boa notícia é que a troca do filtro é das operações de manutenção mais simples e baratas, embora seja frequentemente ignorada em revisões feitas de forma informal.
Hábitos de condução
Por fim - e possivelmente o fator mais determinante - está a forma como se conduz. Acelerar de forma brusca, travar à última hora e manter velocidades demasiado altas em autoestrada obrigam o motor a trabalhar sob maior esforço.
Uma condução mais suave, fluida e antecipada ajuda a baixar os consumos, sobretudo em trajetos urbanos. Em autoestrada, manter uma velocidade constante e evitar acelerações desnecessárias sempre que possível são hábitos que melhoram a eficiência.
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