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Ferrari Luce: o elétrico de Maranello que incendiou as redes

Ferrari Luce EV branco exibido em showroom moderno com paredes vermelhas e iluminação suave.

A Ferrari apresentou o Luce ontem à noite e bastaram alguns minutos para as redes sociais se encherem de milhares e milhares de reacções. E não foi por ser o primeiro Ferrari de estrada a abdicar por completo dos motores de combustão - como seria de esperar -, mas sobretudo por causa do seu desenho.

Um lançamento que eclipsou a tecnologia do Ferrari Luce

O facto de este ser o primeiro elétrico saído de Maranello acabou, na prática, remetido para segundo plano. O mesmo aconteceu com as soluções técnicas que o modelo traz consigo. Estamos, sem margem para dúvidas, perante um dos lançamentos mais polarizadores e controversos de que há memória no mundo automóvel.

Na Razão Automóvel também não passámos ao lado do Luce - nem da reacção global ao novo elétrico -, o que serviu de mote para mais um episódio do Auto Rádio, o podcast da Razão Automóvel com o apoio do Pisca Pisca.

Não há memória de uma reação assim

A Ferrari já se habituou, nos últimos tempos, a receber críticas por linhas consideradas polémicas. O 849 Testarossa ou o F80 são exemplos disso, mas nenhum chegou sequer perto do nível de contestação gerado pelo Luce. Desta vez, aliás, a opinião parece quase unânime - e claramente negativa.

“Não se parece com um Ferrari” tornou-se a frase mais repetida e, ao que tudo indica, há um motivo para esse consenso. A marca contratou a LoveFrom, o estúdio de Sir Jony Ive, antigo diretor de design da Apple e responsável, entre outros, pelo revolucionário iPhone.

O traço LoveFrom e a estética do Luce

É difícil não reparar. Há uma atenção quase industrial a superfícies depuradas, volumes contínuos e à eliminação de qualquer ruído visual. E embora estas sejam características valorizadas em muitos automóveis, no Luce algo não funcionou.

Para quem é, afinal, o Luce?

No Auto Rádio são analisados vários pontos do design do Luce até se procurar uma conclusão. Ainda assim, talvez a pergunta mais importante - e a que melhor ajuda a interpretar o Luce - seja esta: para que tipo de cliente foi pensado o Luce?


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