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Após vários dias de operações nas águas do Atlântico Sul, a Armada Argentina deu por concluído mais um adestramento naval integrado, uma fase de treino que juntou unidades de superfície, meios aeronavais, a Infantaria de Marinha, a Divisão de Patrulhamento Marítimo e o Comando de Forças de Operações Navais Especiais. Entre os pontos de maior destaque estiveram a integração do navio logístico ARA Patagonia nas manobras da Flota de Mar, os ensaios de artilharia conduzidos pelo destróier ARA La Argentina e o lançamento, a partir de um helicóptero Sea King, de um torpedo de instrução A244/S Drill - actividades orientadas para reforçar as capacidades de guerra anti-submarina e a interoperabilidade entre os vários componentes da força.
Unidades, aeronaves e pessoal envolvidos
O dispositivo terminou com a entrada em Puerto Belgrano dos destróieres ARA La Argentina (D-11) e ARA Sarandí (D-13), da corveta ARA Espora (P-41) e do navio logístico ARA Patagonia (B-1). Ao longo da navegação, estas unidades actuaram em conjunto com o quebra-gelo ARA Almirante Irízar (Q-5) e o patrulha oceânico ARA Almirante Storni (P-53). O treino contou ainda com helicópteros Fennec e Sea King, aeronaves de patrulha/exploração P-3C Orion, aviões Beechcraft B-200 e militares das Agrupações de Buzos Tácticos e Comandos Anfíbios. Em paralelo, embarcaram em diferentes navios cadetes do 3.º e 4.º ano da Escola Naval Militar.
A condução das operações coube ao Comandante da Flota de Mar, o Contra-almirante Pablo Basso, com o Chefe de Operações, o Capitão-de-Mar-e-Guerra Miguel Ricardo Caviglia, ambos a bordo do destróier ARA Sarandí. Participaram igualmente os comandantes de Transportes Navais e Instrução, da Divisão de Patrulhamento Marítimo, do Comando Naval Anfíbio e Logístico e da Divisão de Corvetas, que supervisionaram os diferentes agrupamentos a partir das unidades atribuídas.
Exercícios do adestramento naval integrado da Armada Argentina
O adestramento teve início após as jornadas de portas abertas realizadas em Puerto Madryn por ocasião do Dia da Bandeira. Dali largaram o quebra-gelo ARA Almirante Irízar, o destróier ARA Sarandí e o patrulha oceânico ARA Almirante Storni, navegando para norte. Em simultâneo, a partir de Puerto Belgrano, zarparam o destróier ARA La Argentina, a corveta ARA Espora e o ARA Patagonia, rumando para sul, de modo a concretizar um encontro táctico entre duas forças.
Nas primeiras etapas, realizaram-se exercícios de guerra anti-submarina com aeronaves P-3C Orion, incluindo varrimento de áreas, utilização de sonobóias e emprego de detectores de anomalias magnéticas (MAD). Neste enquadramento, um helicóptero Sea King matrícula 2-H-243, da Segunda Esquadrilha Aeronaval de Helicópteros, efectuou o lançamento de um torpedo de treino A244/S Drill. A aeronave, um Sikorsky UH-3H incorporado em 2013, descolou do convés de um destróier da classe MEKO 360 para empregar esta munição de instrução, concebida para replicar o desempenho de um torpedo operacional sem carga explosiva e, assim, permitir o treino dos procedimentos de lançamento, acompanhamento e recuperação em condições reais.
As acções prosseguiram com exercícios de lançamento e recuperação de aeronaves, apontagens e descolagens, operações de convés cruzadas entre navios com helicópteros Fennec e reabastecimento de combustível em voo com recurso a Sea King. Mais tarde, a Força de Tarefas executou um treino de defesa antiaérea com aviões Beechcraft B-200 para garantir a protecção do ARA Almirante Irízar e do ARA Patagonia, bem como exercícios de designação de alvos para além do horizonte, ataques à superfície, interdição marítima com incursões helitransportadas por fast rope, manobras de reabastecimento de combustível no mar (RAS), guerra electrónica, lançamento de chaff e bengalas, comunicações tácticas e evoluções navais.
Antes do regresso ao porto, o destróier ARA La Argentina efectuou corridas de tiro real com canhões de 40 e 127 mm sobre alvos fixos em terra. Em paralelo, o quebra-gelo realizou um exercício de desembarque anfíbio e helitransportado com militares da Brigada Anfíbia da Infantaria de Marinha.
Avaliação do treino e próximos exercícios
Ao fazer o balanço desta nova fase no mar, o Chefe de Operações da Flota de Mar, Capitão-de-Mar-e-Guerra Miguel Ricardo Caviglia, referiu que o desdobramento permitiu elevar de forma clara o nível de adestramento e de interacção entre as unidades participantes, atingindo os objectivos definidos pelo Comando da Flota de Mar. Nesse sentido, a Armada Argentina mantém o esforço de prontidão dos seus meios e a formação do seu pessoal, com vista a futuras missões no Mar Argentino e à participação nos exercícios Fraterno, em conjunto com a Marinha do Brasil, e Unitas, que terá lugar no Peru.
Créditos das imagens: Gaceta Marinera – Armada Argentina.
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