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Polónia escolhe o drone V-BAT da Shield AI para a Armada da Polónia no Mar Báltico

Militar controla drone cinzento decolando do convés de um navio num mar calmo.
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Num novo passo destinado a reforçar a vigilância e o controlo dos seus espaços marítimos, a Agência de Armamento da Polónia escolheu o sistema não tripulado V-BAT, da empresa norte-americana Shield AI, para equipar a Armada da Polónia. A entrada ao serviço destes drones de descolagem e aterragem vertical (VTOL) vai permitir expandir as capacidades navais de informações, vigilância e reconhecimento no Mar Báltico, uma área cuja importância estratégica tem aumentado de forma marcada nos últimos anos.

A Shield AI comunicou a decisão a 23 de junho, confirmando a assinatura de um contrato que visa dotar a Marinha polaca de uma nova capacidade embarcada para operar a partir de navios de superfície. De acordo com a empresa, os sistemas serão instalados a bordo de uma unidade naval polaca para elevar a consciência situacional dos comandantes e reforçar a deteção precoce de possíveis ameaças.

Uma capacidade pensada para operar em ambientes disputados

A seleção do V-BAT não é, por isso, surpreendente. Nos últimos anos, o Mar Báltico transformou-se num dos teatros mais sensíveis para a segurança europeia, em resultado do aumento de incidentes associados a infraestruturas submarinas de energia e comunicações, bem como da intensificação da atividade militar após o início da guerra na Ucrânia.

Neste enquadramento, a Shield AI sublinhou que o V-BAT foi concebido para operar mesmo quando os sinais de GPS e as ligações de comunicações são degradados ou, em alternativa, totalmente negados por sistemas de guerra eletrónica. Esta característica é particularmente relevante para a Polónia e para outros países da OTAN, que consideram cada vez mais provável a necessidade de operar sob condições de interferência eletromagnética num eventual cenário de crise.

“As operações no mar Báltico, onde as ameaças à segurança contra a infraestrutura crítica de energia e comunicações são cada vez mais frequentes, exigem plataformas e sistemas de sensores fiáveis em qualquer condição meteorológica e marítima. V-BAT oferece precisamente isso e servirá como multiplicador de força para a Polónia, os países do mar Báltico e a OTAN”, afirmou Ryan Tseng, presidente, cofundador e diretor de estratégia da Shield AI.

Que capacidades acrescenta o V-BAT à Armada da Polónia

O V-BAT é um sistema aéreo não tripulado de Classe I da OTAN que combina a capacidade VTOL com uma configuração de rotor encapsulado (ducted fan), dispensando pistas de aterragem ou sistemas complexos de recuperação. Graças a este conceito, consegue descolar e aterrar de forma autónoma a partir de conveses de navios, posições costeiras ou áreas de operação improvisadas.

Entre os seus principais atributos está uma autonomia superior a 12 horas de voo, o que permite cobrir extensas áreas marítimas em missões de vigilância persistente. Em paralelo, utiliza um motor a combustível pesado compatível com a logística militar padrão, diminuindo as exigências de sustentação durante operações prolongadas.

Por outro lado, este tipo de sistema apresenta-se como uma solução de menor custo e com menos complexidade logística quando comparado com plataformas não tripuladas de maiores dimensões, mantendo, ainda assim, capacidades avançadas de ISR (Intelligence, Surveillance and Reconnaissance) e de aquisição de alvos.

O Mar Báltico impulsiona uma nova geração de capacidades navais

A compra enquadra-se num processo mais vasto de modernização das Forças Armadas polacas, que, nos últimos anos, têm integrado novas fragatas, sistemas de defesa aérea, drones e meios de vigilância marítima com o objetivo de reforçar o flanco oriental da OTAN.

A salvaguarda de cabos submarinos, gasodutos, terminais energéticos e rotas marítimas comerciais tornou-se uma prioridade crescente para as marinhas da região. Neste cenário, a futura entrada em serviço de V-BAT embarcados deverá disponibilizar uma ferramenta especialmente valiosa, ao alargar o alcance de observação dos navios sem necessidade de recorrer a aeronaves tripuladas ou a plataformas com custos operacionais mais elevados.

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