O Campeonato da Europa de Andebol Masters, que decorre em Setúbal, chega ao fim este domingo e tem quatro rostos na linha da frente da organização.
Organizadores do XXI Europeu de Masters em Setúbal
Carlos Arrojado, 57 anos, trabalha como químico industrializado e soma um percurso no andebol enquanto jogador e treinador. Tiago Arrojado, com 32, é diretor na Transportes J. Amaral e é filho de Carlos. João Pinto, também ele antigo andebolista, segue hoje a vida como empresário. Já Luís Camarinha, conhecido pelo entusiasmo com a modalidade - chegou a encarnar D. Afonso Henriques num Europeu no apoio à Seleção A - tem 50 anos e é gestor de empresas. São estes os quatro responsáveis pelo XXI Europeu de Masters, em Setúbal.
O que pesa na adesão das equipas
"O principal trabalho é fazer chegar às equipas uma atitude positiva de participação, para que regressem. Em Paredes, em 2024, em que também fomos nós a organizar, tivemos 40 equipas e agora 61", explica ao JN Carlos Arrojado, natural de Estarreja, que começou a jogar aos nove anos no GD Quimigal, na sua cidade.
"Isto é feito através de contactos, apresentando um leque de produtos, digamos assim, atrativos às equipas. Mas as sedes também são importantes. No caso de Paredes, foi a forma de divulgar a cidade a nível desportivo, no caso daqui, que é uma cidade de enorme tradição no desporto, com um V. Setúbal, não desfazendo a Naval Setubalense. Setúbal tem condições de excelência, com praia, clima, restauração, excelente gastronomia, tornando-se a cidade perfeita para quem tanto procura o bem-estar do desporto master", acrescenta.
Logística, voluntários e enquadramento da prova
"Nós fomos os convidados do município para desenvolver o evento. Temos cerca de 80 voluntários e 1074 atletas", sublinha, detalhando a estrutura: "A prova é da Federação Europeia de Andebol, Federação de Andebol de Portugal e da Câmara Municipal de Setúbal, que nos confiaram a organização. Temos um circuito de transportes com dois autocarros, quatro pavilhões, a alimentação é responsabilidade de cada clube. Só tivemos o primeiro jantar, de boas-vindas, esse sim, oferta nossa".
Com "um orçamento que ascende os 90 mil euros, as comitivas são de um máximo de 18 atletas e quatro dirigentes", adianta ainda Arrojado.
Experiência anterior em grandes torneios
Recorde-se que Carlos Arrojado esteve na origem da Garci Cup e foi criador e organizador do Paredes Handball Cup, que, como recorda, "foi o maior torneio do país, com mais de 3800 atletas". Atualmente, está entregue a outra pessoa e tem uma dimensão mais reduzida.
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