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Fragata Álvaro de Bazán (F-101) da Armada Espanhola cruza o Canal do Panamá rumo a RIMPAC 2026 e PAC DRAGON 2026

Navio militar cinzento com bandeira de Espanha atracado num canal com vegetação ao fundo.
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A fragata Álvaro de Bazán (F-101), da Armada Espanhola, entrou numa nova fase do seu destacamento para o Pacífico ao cruzar o Canal do Panamá, no âmbito da navegação com destino aos exercícios RIMPAC 2026 e PAC DRAGON 2026. Esta passagem pela via interoceânica constitui um momento-chave da comissão do navio, por encerrar a etapa atlântica do percurso e assinalar a entrada no teatro do Pacífico, onde a Armada pretende aprofundar a interoperabilidade com marinhas aliadas.

De acordo com a Armada Espanhola, a travessia do Canal do Panamá funciona como a “porta de entrada” para o Pacífico, num itinerário que começou quando a fragata largou de Ferrol no passado mês de maio, para cumprir uma das navegações mais exigentes do seu calendário recente. A presença da Álvaro de Bazán em RIMPAC e em PAC DRAGON será inédita para esta unidade e permitirá ampliar a participação espanhola em exercícios navais de elevado nível, num ambiente em que se combinam capacidades de defesa aérea, guerra anti-submarina, guerra de superfície, defesa anti-míssil e operações conjuntas.

Do Atlântico ao Pacífico

O cruzamento do Canal do Panamá ocorre após uma primeira etapa no Atlântico, durante a qual a fragata realizou actividades de treino e afinação dos seus sistemas, incluindo exercícios de tiro com a sua artilharia. Esta fase serviu para manter a prontidão da guarnição antes da integração em cenários multinacionais e de maior complexidade.

RIMPAC 2026 e PAC DRAGON 2026: integração multinacional no Pacífico

O destacamento para o RIMPAC 2026 ganha especial relevância pelo tipo de ambiente operacional em que a fragata irá actuar. O exercício, tradicionalmente organizado pela Marinha dos Estados Unidos no Pacífico, congrega navios de superfície, submarinos, aeronaves e forças anfíbias de vários países.

Na mesma linha, com a transição para o Pacífico, a F-101 Álvaro de Bazán entra na fase mais determinante da sua comissão internacional. Nos próximos dias, as atenções centrar-se-ão na continuidade do trânsito para a área dos exercícios e na integração com as restantes unidades, totalizando assim uma travessia de aproximadamente 24.000 milhas náuticas.

Fragata F-101 Álvaro de Bazán (classe F-100): capacidades AEGIS

Importa sublinhar que a F-101 Álvaro de Bazán é a primeira unidade das fragatas da classe F-100, desenvolvidas pela Navantia como escoltas de defesa aérea de área. O seu traço mais distintivo é a integração do sistema de combate AEGIS e do radar AN/SPY-1D, capacidades particularmente relevantes para a participação nos exercícios referidos.

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Imagens utilizadas a título ilustrativo **

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