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Viaduto do Cais das Pedras com trânsito condicionado por 10 meses no Porto

Engenheiro de obra com colete e capacete junto ao rio, com ponte metálica e carros alinhados numa rua.

O viaduto do Cais das Pedras, em Massarelos, no Porto, vai ter o trânsito condicionado durante 10 meses, devido a uma intervenção de reabilitação.

Concurso da Go Porto e valor da empreitada

A empresa municipal Go Porto abriu o concurso para a execução da obra, com preço-base fixado em 2,25 milhões de euros, ao qual se soma o IVA à taxa legal em vigor. A empreitada não conta com financiamento de fundos europeus.

De acordo com o caderno de encargos, está prevista uma reabilitação integral do viaduto, abrangendo pavimento, passeios, muros e as restantes estruturas associadas à travessia.

Reabilitação do viaduto do Cais das Pedras: objetivos e enquadramento

"A obra surge na sequência das patologias identificadas numa inspeção técnica realizada ao viaduto, tendo como principal propósito reforçar a segurança e a durabilidade deste equipamento", explica a Go Porto, recordando que a travessia foi construída no âmbito da requalificação da zona ribeirinha para a Capital Europeia da Cultura, em 2001. "Esta operação permitirá reduzir as necessidades futuras de manutenção bem como prolongar o ciclo de vida útil da estrutura", acrescenta.

Intervenções previstas na estrutura e infraestruturas

"A obra visa a reabilitação global da estrutura e o reforço do cais, além de melhorar os elementos que a rodeiam. O trabalho também vai garantir a limpeza e o tratamento dos pilares, do tabuleiro e dos passadiços laterais, bem como substituição pontual de elementos metálicos que apresentam sinais excessivos de corrosão. Além disso, está prevista a pintura das peças de apoio e a recuperação da estrutura metálica de suporte ao tabuleiro", detalha a empresa municipal.

A empreitada inclui ainda a verificação da rede de drenagem de águas pluviais e da infraestrutura elétrica, contemplando "a atualização do sistema de iluminação do viaduto".

"Por fim, o projeto contempla a repavimentação da via, a limpeza das juntas de dilatação, a pintura dos elementos metálicos e a remoção da vegetação indesejada. A intervenção assegura ainda a conformidade com os requisitos técnicos e normativos em vigor, reforçando o desempenho global da estrutura face às atuais solicitações", conclui a Go Porto.

Trânsito condicionado e alternativas de circulação

Segundo o caderno de encargos, os trabalhos - "nomeadamente a reparação de cornijas, guarda-corpos, passadiços metálicos, guarda de segurança e pavimentações" - implicam condicionamentos de trânsito, prevendo-se a desativação de uma das duas vias de circulação.

Nos documentos do procedimento concursal são apontadas duas soluções alternativas para esses períodos. A primeira prevê que a via que se mantenha disponível (com 340 metros de extensão) seja usada pelos dois sentidos, com controlo por semáforos. "O fluxo de tráfego nascente / poente poderá ser bastante condicionado pela existência da paragem dos STCP no início da zona dos trabalhos", é assinalado.

A segunda possibilidade passa por utilizar o Cais das Pedras para o tráfego nascente/poente. "Esta solução obriga à construção de rampas provisórias (de declive suave) nos extremos, à retirada de pilaretes de granito e de sinalização vertical de orientação e à proteção de pisos de lajeado de granito (provavelmente não dimensionados para resistires a cargas pesadas)", referem os documentos. "Esta opção obrigaria ainda à eventual retirada de esplanadas e à proibição de estacionamento ao longo do Cais das Pedras, devendo essa proibição ser permanentemente controlada pelas forças policiais", acrescenta-se.

O caderno de encargos admite ainda a opção de manter a circulação no viaduto no sentido centro–Foz, encaminhando o sentido oposto por um desvio, a montante, através da Rua da Restauração em direção ao centro.

Pareceres necessários e prazo das propostas

Por se tratar de uma área sensível, a execução da obra fica dependente de pareceres de várias entidades: Direção Geral do Património Cultural, Autoridade Nacional de Aviação Civil, APDL - Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, APA - Agência Portuguesa do Ambiente/Administração Regional Hidrográfica do Norte, e Águas e Energia do Porto.

As propostas ao concurso para a execução da empreitada, cujo prazo de execução é de 300 dias, têm de ser apresentadas até ao próximo dia 15.

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