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Fuzileiros navais brasileiros participam na Operação Caraïbes com a Marinha Nacional francesa

Dois soldados em farda cumprimentam-se numa praia com bandeiras, navio e helicóptero ao fundo.

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Operação Caraïbes: cooperação anfíbia Brasil–França no Caribe

No âmbito de uma sequência de exercícios combinados que, nos últimos anos, tem reforçado a cooperação militar entre o Brasil e a França, fuzileiros navais brasileiros participaram na Operação Caraïbes com a Marinha Nacional francesa, realizando treinos e desembarques anfíbios no Caribe. As actividades decorreram entre 12 e 22 de maio, em Fort-de-France, na Martinica (território ultramarino francês), e tiveram como propósito central consolidar a interoperabilidade entre as duas forças navais.

A componente brasileira foi constituída por um pelotão de 15 militares do 2.º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais “Humaitá”, reunindo oficiais e praças. Ao longo de 25 dias, o destacamento permaneceu embarcado no porta-helicópteros anfíbio francês “Dixmude” (L9015), plataforma a partir da qual desenvolveu várias acções operacionais em conjunto com o Grupo Táctico Embarcado do 3.º Regimento de Infantaria de Fuzileiros Navais francês e outras unidades da Marinha Nacional de França.

Treinos em Martinica, Marie-Galante e Guadalupe

As instruções realizaram-se nas ilhas da Martinica, Marie-Galante e Guadalupe, englobando manuseamento de armamento, tiro de fuzil, natação utilitária com obstáculos, marchas tácticas e assalto a posições fortificadas. Em paralelo, os fuzileiros navais brasileiros assistiram a apresentações técnicas sobre a organização, o equipamento e as capacidades operacionais da unidade francesa, procurando familiarizar-se com a doutrina e os procedimentos aplicados pela força anfitriã.

Um dos pontos altos da Operação Caraïbes foi a execução de um desembarque anfíbio conjunto entre militares brasileiros e franceses durante uma acção de treino. Estas manobras permitiram aplicar procedimentos combinados de projecção de força do mar para terra, bem como aferir a coordenação entre as duas marinhas num ambiente operacional exigente. De acordo com o que afirmou o Capitão-de-corveta (Fuzileiro Naval) Bruno Dutra, comandante do destacamento brasileiro, este tipo de exercício potencia a partilha de conhecimentos e o reforço dos laços de cooperação militar.

Continuidade dos exercícios: Jeanne d’Arc 2026 e Catamaran

A Operação Caraïbes integra-se num movimento mais amplo de aproximação estratégica e de cooperação anfíbia entre o Brasil e a França. Importa recordar que, dias antes, ocorreu a Operação Jeanne d’Arc 2026, realizada entre 23 e 28 de abril no litoral do Rio de Janeiro e na região de Mangaratiba. Nessa ocasião, cerca de 1.700 militares participaram num exercício anfíbio combinado de grande dimensão, que articulou meios navais, terrestres e aéreos. O porta-helicópteros anfíbio “Dixmude” (L9015) voltou a assumir um papel central, operando lado a lado com o navio de desembarque brasileiro “Almirante Saboia” (G-25), enquanto tropas de ambos os países conduziam manobras de Movimento Navio-Terra, consolidação de cabeça de praia e operações mecanizadas.

Outro marco relevante desta cooperação bilateral ocorreu em junho de 2025, quando fuzileiros navais brasileiros participaram, em França, no Exercício Multinacional Catamaran, integrando uma força anfíbia composta por militares de oito países aliados da NATO. A experiência incluiu operações embarcadas no porta-helicópteros anfíbio “Tonnerre” (L9014), patrulhamentos terrestres e actividades de instrução conjunta. A continuidade destes empenhamentos evidencia o aumento do nível de integração entre a Marinha do Brasil e a Marinha Nacional francesa, em especial no domínio das operações anfíbias e expedicionárias, hoje consideradas capacidades-chave para cenários de resposta rápida e de cooperação multinacional.

Créditos das imagens: Marinha do BrasilDepartamento de Defesa dos EUA-

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